As profissões que se destacam hoje no mercado cearense estão voltadas para os projetos de infraestrutura que o Estado tem atraído. O Complexo do Pecém, a demanda por imóveis, as obras da Copa 2014, a necessidade de conexão tem transformado certos setores do mercado nos maiores empregadores. Indústria, telecomunicações, turismo, informática e, principalmente, a construção civil tem demanda cada vez maior por profissionais, na maioria técnicos. Mas não tem gente qualificada.
A construção civil, por exemplo, cresceu 11% no ano passado e, só no Ceará, empregou 16.075 pessoas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. É o terceiro em geração de vagas, no Estado. Mas falta pedreiro, ajudante, pintor, bombeiro hidráulico, técnicos em construção. “Há desempregados não por falta de emprego, mas por falta de qualificação. Temos em média 1.200 vagas disponíveis todos os dias em todo o Estado”, afirma Antenor Tenório, que ressalta ainda que não é difícil se qualificar. “Existe um esforço grande dos governos em oferecer qualificação para atender à demanda do mercado, por isso tem muita coisa gratuita”.
Nesse movimento, há cursos novos e específicos no chamado Sistema S (Sebrae, Senac, Senai). Há ainda o Centro Vocacional Tecnológico Portuário que oferece cursos de caráter prático com 40 a 120 horas sobre processos e produtos, voltados para a população de baixa renda. Esses são cursos profissionalizantes de curto período e são indicados a quem já está no mercado de trabalho e deseja se reciclar.
Quem está no comecinho, pode optar logo por um curso técnico. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) oferece cursos voltados inteiramente para o mercado de trabalho. “Podemos criar novos cursos dependendo da demanda, porque nosso objetivo é o mercado de trabalho”, reitera o reitor do IFCE, Cláudio Ricardo de Lima.
O reitor coloca que o curso técnico tem grande apelo no Brasil pela carência desse nível de formação. Enquanto no Brasil existem 6 milhões de pessoas inscritas em cursos de graduação e apenas 1 milhão em cursos técnicos, no resto do mundo essa proporção está invertida. É tanto que as empresas de olho em profissionais qualificados fazem parcerias com essas instituições e contratam o aluno assim que ele se forma.
Fonte: O Povo

Nenhum comentário:
Postar um comentário