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sábado, 4 de agosto de 2012

Lançamento do livro BELA CRUZ biografia do município de Vicente Freitas.

 

O poeta e historiador belacruzense, Vicente Freitas publicou uma obra sobre sua cidade: “Bela Cruz, biografia do município”. O lançamento do livro ocorrerá hoje sábado, dia 4, às 20h30min, no Centro Pastoral Monsenhor Odécio Loiola Sampaio, no Centro de Bela Cruz.

Conforme o autor, este livro é mais uma notícia ou roteiro destinado ao melhor conhecimento da história da ribeira do Acaraú e, especialmente, do município de Bela Cruz. Tem como objetivo esclarecer o que há de real e de fictício nas crônicas e anais daqueles que nos precederam pelas veredas da história.

Vicente Freitas defende que não se trata de um livro para especialistas, mas para os cidadãos belacruzenses. A obra é lançada no ano em que a cidade de Bela Cruz completa 55 anos, elevado que foi a essa categoria a 23 de fevereiro de 1957.

Data: 04 de agosto de 2012 (Sábado)
Local: Centro Pastoral Mons. Odécio, Bela Cruz
Hora: 20:30

Fonte: Blog Bric a Brac

segunda-feira, 28 de março de 2011

Poeta Zeca Muniz - 90 Anos

Zeca Muniz e Totó Rios
Participei das comemorações do aniversário de 90 anos do Poeta Zeca Muniz no dia 26/03/2011 momento muito festivo com familiares, parentes e amigos. Pela manhã foi realizado missa celebrada por Mons. Valderi Rocha e ao meio dia foi servido o almoço, à noite às 7hs seresta com músicas que marcaram nossa história e o poeta Zeca Muniz participou com toda sua lucidez.


Totó Rios e filhos do Zeca Muniz
Neste momento foi que conheci o Zeca Muniz, quando me apresentei ao mesmo disse-lhe que eu era filho de Arimá Silveira, ele logo me falou que o conhecia inclusive lembrava-se da Tapera localidade onde moraram meus avós e citou algumas pessoas que residiam lá como Antônio Silveira, e falamos um pouco sobre Genealogia de nossa famílias.

Há alguns meses conheci seus filhos: Elizabeth que lançou livro sobre a Genealogia das Famílias de Cruz-Ce ‘Era uma vez na Cruz’, logo depois o Orestes que publica suas poesias no Blog Cavalo de Talo e a Goretti com o Blog Balaio da Poesia. E na ocasião do aniversário pude conhecer os outros filhos do Zeca Muniz.

 “Como é bom envelhecer com lucidez”-Totó Rios

Por Totó Rios


Zeca Muniz

Dados Biograficos

Eu, José de Sousa Albuquerque , vulgo Zéca Muniz; nascido, em Cruz, em 26/03/1921, desde a mais tenra idade me botaram no amanho da terra, cavando o pão na inchada. Nunca tive liberdades pra brincadeiras, e a disciplina no meu tempo era rigorosa, qualquer pequeno erro, a advertência era o cipó; acho que os castigos extrapolaram o meu emocional, e a repressão me fez um reprimido.

Por isso não culpo meus Pais, pois não tinham a luz de como educar os filhos com liberdade e informação; assim foram criados e assim nos criaram.

Na lavoura fiz profissão, e trabalhei com meu Pai até os 20 anos. Aos 21, fui sorteado para o Exército, era a primeira saída - e logo ir enfrentar as armas de guerra - isso me trouxe o peso de um treinamento estafante que me deixou mais deprimido e frouxo do que já era, alem do medo de ir pra guerra. Foram dois anos numa escola da vida, onde a disciplina me estrangulou ainda mais o sistema nervoso e o emocional, se bem que aprendi alguma coisa para o caminho da vida.Mas dei graças quando me licenciaram, a guerra terminou e eu não fui, voltei pra liberdade no meu nascedouro, um pouco abalado no sistema orgânico, mas sentindo na alma a esperança de paz no seio da família.

Em 47, já com 26 anos, me casei sem nem uma noção para uma estrutura de família, mas fomos levando o barco a remo e a vara, nasceram-nos 8 filhos 2 morreram ainda criança. Os seis cresceram aos trancos e barrancos, mais eram todos bem inteligentes, e com o pouco de escola que lhes demos souberam achar caminhos mais fluentes para seguir, e me superaram no trajeto da vida. Regozijo-me, pelo pouco que lhes dei no inicio de suas vidas, pois com este alicerce se ergueram e com o sacrifício de seus trabalhos, ordenados com persistência e perseverança.

Visando estas qualidades, contemplo-os um prodígio de família, nascida de um Pai frágil e desordenado, que levou a vida tangido pelo medo e perturbado pela a ignorância, hoje no fim da caminhada, arranjei um passa tempo nas paginas dos livros e, descobri as falhas que estou apontando; rogo-vos perdoem as minhas falhas e, alerto-os, cuidado com o vicio da boemia, ela arrasa com a saúde moral e corporal.
Os Erros e os frutos, deles, estão no histórico sobre o Zequinha.

Que todos vivam em paz e bem unidos, ADIOS.

Fonte: Livro Coletânea de um aprendiz aos 80

Confira outros dados e Poesias do Poeta Zeca Muniz: Blog Biblioteca Municipal de Cruz


A súplica de um ancião

O meu corpo desfalece
Mais tenho um coração
E a mente muito frágil
Traz-me a desilusão,
Reforça a minha alma
Com a força de um sanção
E que brilhe em meu senso
A luz pra esta canção.
Perdoa os descaminhos
Que este velho cruzou
Pois na minha juventude
A fúria me dominou,
Mas a água batismal
Tua fé me pegou
E pelo curso da vida
Eu senti o teu amor.
Ò Senhor Deus do Universo
A tua luz me enseja
A jogar com minhas notas
As sementes bem fazejas
Que elas sejam semeadas
Nos vales da tua Igreja
E que lá no reino etéreo
Tua Santa Face eu veja.


domingo, 27 de março de 2011

Homenagem ao Poeta Zeca Muniz


Depois de muito relutar, mas com uma vontade irrefreável de conhecer pessoalmente – a quem antes conhecia de ler, onde de há muito nutria uma admiração pela sensatez das coisas escritas e das poesias de efeito. Foi lendo suas composições que me fiz poeta e agora, queria ouvi-lo, queria contato com quem tanto me inspirou a dar vazão em forma de cantos ao turbilhão sentimental que fervilha em nossa alma.Homenagem da Biblioteca Pública Municipal ao Aniversário do Poeta Popular Zeca Muniz neste 26/03/2011. Na ocasião acontecerá uma missa em Ação de Graças na Igreja Matriz as 9h da manhã.

Quebrando os elos que me prendiam aos receios de minha humildade, em um domingo deste, início de tarde resolvi fazer-lhe uma visita e levar-lhe um exemplar de meu modesto livro e finalmente estar perto do grande Poeta Zeca Muniz – o “Velho Zeca” – como hipocoristicamente é chamado por seu filho, e meu amigo: Zé Orestes.

Estava ali deitado, como que não mais importando ver o tempo passar. Na confortável rede, em cor bege e de lindas varandas ornamentando seu contorno, o Velho Zeca descansava dos noventa anos já quase completos. Muito tempo para uma vida só, penso eu... quantas e tantas coisas lhe ocorreram neste lapso temporal. Quanta gente conheceu, quanta gente viu nascer e morrer. É testemunha ocular dos acontecimentos históricos mais marcantes de nossa “Terra Cruz”. Dentre os tais, cite-se os de maior envergadura, como o do longevo e profícuo paroquiato de Pe. Valdery, quarenta e seis anos completados agora em setembro próximo para ser mais exato, presente que esteve desde os seus momentos primeiros, como também no de Monsenhor Edson e ainda no mais distante destes, o do saudoso Monsenhor Sabino de Lima. É muito tempo para uma vida só.

Vendo esta imagem permeada de tantas comparações, fico como intimidado de despertá-lo de seu sacrossanto descanso da tarde. Mesmo assim me atrevo. Bato palmas, ele não desperta, tampouco alguém vem me atender ao portão. Bato palmas novamente, agora, uma simpática senhora me atende com um largo sorriso e me convida a entrar. A casa é confortável, percorro-a curiosamente por suas dependências iniciais desejando incluir algumas partes em meu projeto de moradia a tanto engavetado no meu arquivo de prioridades ainda não realizadas.

Identificando-me e apresentando minha razão da visita, a doce senhora, que depois de uma inicial conversa, se apresentou como esposa do Velho Zeca. Confesso que de logo estranhei a diferença de idade entre ambos, no que ante minha intima e inconveniente interrogação ela me esclarece ser sua segunda esposa sem que eu lhe tenha indagado, creio que deixei escapar minha indiscrição...

Antes mesmo que eu chegasse próximo à rede, o Velho Zeca desperta, levanta-se com dificuldade, ajeitando os lisos e ralos cabelos, alinhando a blusa desbotoada logo me estende a mão cumprimentando-me, ao mesmo perguntando a sua esposa: “quem é este moço?”. Antes mesmo que ela respondesse, eu mesmo me identifiquei, dizendo-lhe que ali estava para levar-lhe como presente o livro por mim escrito e ainda pouco lançado. Qual foi o meu contentamento quando ele disse a mim que já tinha visto “algumas coisas”, que tinha gostado e que eu sabia o que escrevia.

Tendo este assunto como fio de meada, iniciamos assim uma gostosa conversa. Minha admiração e alegria por ouvi-lo eram imensas. Guardava cada palavra dita, cada ensinamento, cada lição de vida tirada daquele momento impar que não via passar, mas o crepúsculo em vermelho sangue manchando o nascente me dizia que as horas haviam passado.

Estava diante de um autêntico poeta, um ourives das letras, das frases conexas que dão vida a escritos que exalam simplicidade e visão profunda de realidade em uma amálgama que converte ao mais puro preceito da boa vida.


Um homem na altura de seus noventa anos, aquele que já foi e fez o retorno no circuito da existência, agora com a dádiva do conhecimento empírico, pois em seu regresso, teve a oportunidade de ver por onde “andou”, contemplando os erros e acertos. E ali estava o Velho Zeca com tantas coisas a serem passadas... tanto ainda a ser útil pelo imenso volume de razão de vida, pelo exemplo de fé a ser imitado, pelo modelo de pai a ser espelhado, pelo homem honrado que é...

Das tantas frases ouvidas naquela tarde, uma ficou de forma especial; disse-me ele com meu livro em mãos: “olha meu filho, continue escrevendo poesias, elas são a expressão de nossa alma, elas nos fazem melhor, nos elevam”.

Elevado eu me senti naquela instante. Pude ter a felicidade de partilhar da aura envolvente dele exalada. O olhar cansado e manso de quem muito já viu, e muito tem a apontar como se deve verdadeiramente enxergar e bem viver. Verdade por ele confeccionada em um de seus inúmeros versos:

“E no fim da jornada me resta agruras,
E contemplando a essência da vida
Vislumbrei lampejos do transcendental.
Buscando valores que temos na alma,
Mudamos caminho na reta final.”

Parabéns Poeta! Deus o abençoe ainda mais, como sempre o abençoou em tão longa e benfazeja vida. Tanto a você como a todos por quanto lhe são amados.

Obrigado por ter concedido a mim, naquela tarde, um rastilho da luz do incandescente sol que é sua vida longa... longa vida...
Com todo carinho e respeito que se possa imaginar!
Por Paulo Roberlando

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Livros publicados e apoiados pela Secretaria de Educação de Cruz


10/01/2006 - Revelações de um Agricultor – Antônio José dos Santos – Antônio Pedro – Belém

10/01/2007 – Divulgação dos Escritos Poéticos de João Batista de Sousa (Porteiras) e José Fabião Filho (Lagoa Salgada)

19/12/2007 - Segredo e Infâmia – Júlia Studart

20/03/2008 – Coletânea de um aprendiz aos 80 – José de Sousa Albuquerque – Zeca Muniz

Setembro/2008 – Apoio a divulgação dos Escritos dos Idosos do Grupo Conviver – Miscelânia do Grupo Conviver

13/01/2009 – Resgatando Memórias – Manoel Messias de Freitas

13/01/2009 – Apoio ao Lançamento do Livro Era uma vez na Cruz – Elisabeth Albuquerque.

23/04/2009 – Publicação do Livro Eterno Admirador da Poesia – José de Farias de Menezes

10/01/2010 - Apresentação das Biografias das Personalidades Cruzenses com entrega de Troféu Honra ao Mérito

11/01/2010 – Publicação do Livro Didático – História D'áqui – Gleiciane Freitas / Cartilha Conhecendo o Meio ambiente de Meu Município – Organizado por Maria José de Farias / Apresentação da Arvore Genealógica das Famílias de Cruz – Elisabeth Albuquerque /

2010 – Apoio a divulgação do Cordel Cachaça não é água não – Zeca Muniz

12/01/2011 – Publicação do Livro Alma Desnuda de Paulo Roberlando / Apoio a divulgação do Cordel A pedra do Capim – José Orestes Albuquerque.

Fonte: Biblioteca Municipal de Cruz

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Padre Antônio Tomás

 Padre Antonio Tomás

Nasceu na cidade de Acaraú, Ceará, a 14 de setembro de 1868. Filho do professor Gil Thomaz Lourenço e dona Francisca Laurinda da Frota. Cursou latim e francês em Sobral, e concluiu seus estudos no Seminário de Fortaleza, onde foi ordenado sacerdote, em 1891. Esteve longos anos a serviço da Igreja, em paróquias do interior cearense, notadamente como vigário de sua terra natal, levando vida modesta e apagada, dedicado a sua missão, escrevendo versos e cuidando de sua paróquia. Exerceu o paroquiato durante trinta anos, tendo sido vigário de Trairí e de Acaraú, de 1892 a 1924, quando por motivo de saúde, deixou o exercício do múnus paroquial, a que dedicara todas as reservas da sua atividade apostólica. Iniciou-se na publicação de seus sonetos, no ano de 1901, quando o Almanaque do Ceará, daquele ano, publicou o soneto Post-Laborem. Escreveu dezenas de sonetos que eram levados à imprensa pelos amigos, já que na sua humildade e timidez procurava fugir à publicidade. Recebeu, entretanto, ainda em vida, consagração popular, sendo eleito, Príncipe dos Poetas Cearenses, num pleito realizado pela revista “Ceará Ilustrado”, em 1925. Está classificado entre os maiores sonetistas brasileiros, gênero a que mais se dedicou, escrevendo também composições de feição e ritmos variados, caracterizando-se por sua independência em relação a qualquer movimento ou escola literária. Foi membro da Academia Cearense de Letras e, em 1919, eleito sócio do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Ceará. Faleceu em Fortaleza, a 16 de julho de 1941, sendo sepultado no dia seguinte, na Igreja Matriz da Cidade de Santana do Acaraú, Ceará.


Fonte: FREITAS, Vicente. 
Almanaque poético de uma cidade do interior. 
Bela Cruz: Tanoa Editora, 2004.

Casa onde nasceu em Acaraú
Casa onde viveu em Acaraú
Orátório de seus pais-Fonte: Memorial Santana de Acaraú
Fonte: Memorial de Santana do Acaraú
Lápide na Igreja de Santana do Acaraú

CONTRASTE¹


Quando partimos no verdor dos anos,

Da vida pela estrada florescente,

As esperanças vão conosco à frente,

E vão ficando atrás os desenganos.


Rindo e cantando, céleres e ufanos,

Vamos marchando descuidosamente...

Eis que chega a velhice de repente,

Desfazendo ilusões, matando enganos.


Então nós enxergamos claramente

Como a existência é rápida e falaz,

E vemos que sucede exatamente


O contrário dos tempos de rapaz:

– Os desenganos vão conosco à frente

E as esperanças vão ficando atrás.

_____________________________________

1.Op.cit., p. 61.



ACARAÚ¹


Revejo em sonho a terra estremecida

Do Acaraú... seus vastos tabuleiros,

A minha casa, os belos companheiros

Que lá deixei na hora da partida.


Vejo o mercado, as Pontes, a Avenida,

O Rio, o Porto, os Mangues altaneiros,

Ouço o rugir dos ventos nos coqueiros,

E, além, do mar queixoso a voz sentida.


Do velho sino os graves tons escuto,

E lá do torreão no cocuruto,

De andorinhas avisto inquieto bando...


Entro na igreja, – minha igreja outrora, –

E vejo em seu altar Nossa Senhora,

Com seu olhar piedoso me fitando...

_____________________________________

1. Op. cit., p. 111.


O PALHAÇO¹


Ontem viu-se-lhe em casa a esposa morta

E a filhinha mais nova tão doente!

Hoje, o empresário vai bater-lhe à porta,

Que a platéia o reclama impaciente.


Ao palco em breve surge... Pouco importa

O seu pesar àquela estranha gente...

E ao som das ovações que os ares corta,

Trejeita, e canta, e ri nervosamente.


Aos aplausos da turba ele trabalha

Para esconder no manto em que se embuça

A cruciante angústia que o retalha,


No entanto a dor cruel mais se lhe aguça

E enquanto o lábio trêmulo gargalha,

Dentro do peito o coração soluça.

_____________________________________

1. Op. cit., p. 112.


NOITE DE NÚPCIAS¹


Noite de gozo, noite de delícias,

Aquela em que a noiva carinhosa,

Vai do seu noivo receber carícias

No leito sobre a colcha cor-de-rosa.


Sonha acordada coisas fictícias,

Volvendo-se sobre o leito, voluptuosa,

E o anjo de amor e de carícias

Fecha a cortina tênue e vaporosa.


Ouvem-se beijos tímidos, ardentes,

Por baixo da cortina assim velada,

Em suspiros tristes e dolentes.


Se fitássemos a noiva agora exangue,

Vê-la-íamos bem triste e descorada

E o leito nupcial banhado em sangue.

_____________________________________

1.Diz Dinorá Tomaz Ramos que esse soneto, e bem assim Vira a Manga,

antes transcrito, não pertencem ao Padre Antônio Thomaz, apesar de

figurarem com o seu nome em revistas e jornais (op. cit., p.58).



DESENCANTO¹


Muitas vezes cantei nos tempos idos

Acalentando sonhos de ventura:

Então da lira a voz suave e pura

Era-me um gozo d’alma e dos sentidos.


Hoje vejo esses sonhos convertidos

Num acervo de penas e amargura,

E percorro da vida a estrada escura

Recalcando no peito os meus gemidos.


E se tento cantar como remédio

Às minhas mágoas, ao sombrio tédio

Que lentamente as forças me quebranta,


Os sons que arranco à pobre lira agora

Mais parecem soluços de quem chora

Do que a doce toada de quem canta.

_____________________________________

1.Último soneto do poeta, escrito na Santa Casa de Sobral, a 3 de fevereiro

de 1941,em retribuição a uns versos do seminarista Osvaldo Chaves.


Padre Antônio Thomaz

Biografia
(*) - l868 / (+) – 1941

Demócrito Rocha, através de sua revista Ceará Ilustrado, em 1924, lançou concurso para saber quem era o Príncipe dos Poetas Cearenses. O padre Antônio Thomaz, sem livro de poesia publicado — colaboração esparsa em jornais e revistas —, foi o ganhador. Consta mesmo que, numa das cláusulas de seu testamento, pedia que seus poemas nunca fossem reunidos. Parece que até hoje os cearenses cumprem tal determinação, o que não tem impedido o poeta de aparecer em várias antologias nacionais.

Mais de cem sonetos espalhados por várias publicações, o padre Antônio Thomaz começa mesmo a estampar a sua obra dispersa em 1901, através do jornal A República, não tendo mais parado. Não que se empenhasse para publicar, mas porque os admiradores e amigos iam atrás dele em busca de seus sonetos. Romantismo, eivado de simbolismo, às voltas com a forma parnasiana, o poeta não fugiu ao emblemático poético de seu tempo.

O padre Antônio Thomaz nasceu no dia 14 de setembro de 1868, em Acaraú. Raimundo de Menezes registra Antônio Thomaz de Sales, filho do professor Gil Thomaz Lourenço e Francisca Laurinda da Frota. Em Sobral estudou as primeiras letras, latim e francês, entrando para o Seminário de Fortaleza, onde se ordena em 1891.

Tendo feito voto de pobreza, Antônio Thomaz passou praticamente toda a sua vida em paróquias do interior, levando vida modesta e apagada, dedicado à missão, escrevendo versos e cuidando dos passarinhos, como lembra Raimundo Girão. Após o apostolado, não tanto anônimo por causa do ser poeta, Antônio Thomaz vai morar em Santana. A saúde anda precária e se muda para Sobral e, no fim da vida, para Fortaleza, onde morre no dia 16 de julho de 1941.

Foi sepultado na Matriz de Santana. Atendendo os amigos ao seu pedido foi sepultado sem caixão ou lápide para marcar-lhe a sepultura. "Quero ainda que meu corpo seja enterrado sem esquife, e que a pedra da sepultura seja reposta no mesmo plano ficando debaixo do chão, e que não se ponha em tempo algum, sobre ela, nome, data, inscrição ou qualquer sinal exterior que a faça lembrada". Esqueceu-se o poeta, no entanto, de queimar os seus versos, e vive, lembrado e imortal, por causa deles.

Fonte: Soares Feitosa - Jornal de Poesia

Manoel Nicodemos Araújo-Acaraú

Poeta e historiador – nasceu em Bela Cruz, Ceará, a 10 de março de 1905. Filho de João Lopes de Araújo e dona Francisca Eucária da Silveira. Em Acaraú, representou o distrito de Bela Cruz, na Câmara Municipal, durante o período de 14 de março de 1928 a outubro de 1930, perdendo o cargo em virtude do movimento revolucionário, daquele ano. Em 1936, foi eleito novamente vereador, assumindo até novembro de 1937, quando foi estabelecido o Estado Novo, pelo Presidente Getúlio Vargas. Durante vários anos foi Redator-Chefe do Jornal “O Acaraú”. Publicou seu primeiro soneto, intitulado Virgem da Conceição, no jornal “A Comuna”, edição de 15 de maio de 1923, editado na cidade de Acaraú. Em 1933, juntamente com o amigo João Venceslau Araújo – Joca Lopes, funda em Bela Cruz o Jornal ALVORADA e uma pequena biblioteca. Estreou na literatura em 1935, com o livro de poemas “Harmonia Interior”, período em que o Brasil passava – política e socialmente – por uma série de transformações: Eleição de Getúlio Vargas, em 34.; sublevação comunista, em 35 – resultando, em 37, na dissolução do Congresso e na implantação do Estado Novo, que se estenderia até 45. Escreveu valiosos trabalhos sobre a região norte do Ceará, notadamente, sobre Bela Cruz e Acaraú. É autor de 12 livros de poesias, 12 de história, com incursão pelo teatro, biografia e genealogia. Pertenceu a Academia Sobralense de Estudos e Letras, Academia Cearense de Letras, Academia de Letras Municipais do Brasil e a União Brasileira de Escritores. Faleceu na cidade de Acaraú, a 23 de junho de 1999, sendo sepultado no dia seguinte em Bela Cruz, sua cidade natal.

Fonte:
FREITAS, Vicente. Almanaque poético de uma cidade do interior. Bela Cruz: Tanoa Editora, 2004.


Mais Informações: Acaraú pra recordar

José Dimas de Carvalho Muniz


Nascido a 29 de janeiro de 1964; aos doze anos começou a escrever poemas e contos, tendo publicado alguns no jornalzinho “Jovens que se comunicam”, mimeografado pelo Grêmio Cultural Irmã Consolação, do Colégio Virgem Poderosa. Ele também publicou seus poemas no “Semeador”, órgão da Pastoral da Juventude de Sobral, editado nas oficinas do Correio da Semana.

Em 1978 escreveu o conto “As Minas de Ferro”, um trabalho de classe, dirigido pelo professor de português Mons. José Edson Magalhães

Licenciado em letras e com mestrado em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Ceará, é professor de Teoria da Literatura, na Universidade Vale do Acaraú, em Sobral e atualmente ocupa o cargo de Secretário de Cultura deste Município.

Publicou os seguintes livros: “Poemas”, 1988; “Frauta Ruda Agreste Avena”, 1993; “Itinerário do Reino da Barra”, 1993; “Nicodemos Araújo, poeta e historiador”(em parceria) 1995; “Mínimo Plural”, 1998; “Histórias de Zoologia Humana”, 2000 Marquipélago (2003), e “Fábulas Perversas” em 2006.

Dimas Carvalho, nascido, crescido e vivido em berço de tantos intelectuais ilustres, traz no seu âmago a marca de sua vocação autêntica de ficcionista, e mostra nos seus livros, histórias freqüentemente fantásticas que deixam sempre o saldo crítico – em nível satírico – da dolorida condição humana.

Marcio Catunda

Nasceu em Fortaleza em 22/05/1957.

FORMACAO:
Faculdade de Direito Universidade Federal do Ceara, 1979. Instituto Rio-Branco - Brasília, 1985. Ingressou na Carreira Diplomática em 1985. Faculdade de Letras - CEUB - Brasília, 1989.
De 1991 a 1994 residiu e trabalhou em Lima - Peru, como secretario da carreira diplomática, na Embaixada do Brasil sediada naquele pais. De 1994 a 1997 desempenhou a função de Cônsul-Adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Genebra - Suíça. Exército, de 1998 a 2000, a função de Conselheiro na Embaixada em Sofia - Bulgária. Atualmente esta lotado na Embaixada do Brasil em São Domingos Republica Dominicana, como Conselheiro da carreira diplomática.

BIBLIOGRAFIA
Poemas de Hoje, 1976 (com Natalício Barroso Filho). Fortaleza Ce; Incendiário de Mitos, poesia. 1980. Fortaleza - Ce; Navio Espacial, poesia. 1981. Fortaleza - Ce; Estórias do Destino e a Pérfida Perfeição, contos e poesia. 1982. Fortaleza - Ce; O Evangelho da Iluminação, poesia. 1983. Fortaleza - Ce; Quintessência do Enigma, poesia. 1986. Brasília DF; Purificações, poesia, 1987. Rio de Janeiro - RJ; 0 Encantador de Estrelas, poesia, 1990. Brasília -DF; Sortilégio Marítimo, poesia, 1991. São Paulo - SP; Los Pilares del Esplendor, poesia. 1992. Lima - Peru; Liave Maestra, poesia. 1994, Lima - Peru (com tres poetas peruanos); A Essência da Espiritualidade, ensaios, 1994. Lima - Peru.; Poèmes Ecologigues, poesia, 1996. Bellegarde França.; Anima Lírica, CD de poemas musicados 1997.- Genebra Suíça; Anthologie Sonore, CD de poemas recitados em tres idiomas, 1997, Genebra. - Suíça; Mario Gomes, Poeta, Santo e Bandido, biografia. 1997. São Paulo - SP.; Rosas de Fogo, poesia. 1998. Rio de Janeiro - RJ; Água Lustral, poesia.1998 - Rio de Janeiro RJ; Estância Cearense, Antologia Poética. 1999. Fortaleza - Ce.; A Sombra das Horas, Antologia. (poemas traduzidos em búlgaro). 1999. Sofia - Bulgária.; Na Trilha dos Eleitos, ensaios. 1999. Rio de Janeiro -RJ.; No Chão do Destino, poesia. 1999 Vitoria - ES; Crescente, poemas musicados, 1999 Sofia Bulgária; London Gardens and other journeys, poesia, 2000, Sofia Bulgária.; Verbo Imaginário, Antologia (CD com poemas lidos pelo autor). 2000. Sofia - Bulgária; Noites Claras, poemas musicados em CD. 2001 - Sofia - Bulgária; Mística Beleza, poemas musicados em CD - 2003 - Brasília DF; Rios - Antologia de poemas de quatro autores, (participa juntamente com os poetas cariocas Thereza Christina Motta, Elaine Pauvolid, Tanussi Cardoso e Ricardo Alfaya. Rio de Janeiro, 2003.

Movimentos Culturais de que participou:

Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em Fortaleza, 1975. Fundador do Grupo Siriará em Fortaleza, 1985.

Residiu no Rio de Janeiro em 1982, havendo freqüentado o circulo de reuni5es denominado "Sabadoyle", onde conviveu com Carlos Drummond de Andrade e outros famosos escritores residentes naquela cidade. Em 1983, em Fortaleza, organizou com outros poetas, o evento denominado "Chuva de Poesia que se constituiu no lançamento de helicóptero, na Praça do Ferreira (centro de Fortaleza), de 160.000 folhetos com poemas de ais e oitenta poetas cearenses. Em 1984 ingressou na Associação Nacional de Brasília, passando a estabelecer intercâmbio com escritores de todas as regiões brasileiras. Em 1992 fundou em Lima, Peru com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Eli Martin o grupo REME, que organizou recitais e publicou de 1992 a 1994. No periodo de 1996-199 Genebra, Suíça, da Associação de Escritores Genebrinos.

Colaboração em Revistas e Jornais

Publicou poemas, ensaios e contos em revistas e jornais de diversos Estados brasileiros, entre os quais a “Revista da Academia Cearense de Letras", as revistas “Literatura” de Brasília, e Literapia, de Fortaleza, bem como os jornais “O Povo”, "Diário do Nordeste" e "Tribuna do Ceará" de Fortaleza e “Correio Brasiliense" e "Jornal de Brasília", da Capital Brasileira no “Jornal do Comercio", do Rio de Janeiro, no “Suplemento de Minas Gerais", no jornal da Associação Nacional dos Escritores e, além de outras publicações independentes ou alternativas inclusive eletrônicos, com cujos editores mantém ativo intercâmbio.

Fonte: Biografia dos Escritores do Vale Acarau
Prof. Jose Evaldo de Vasconcelos

Neto Muniz-Cruz

Totó Rios e Neto Muniz
Conheci o Neto Muniz autor do Blog Inventar-se que é rico em poesia e prosa.
Parabeni-lhe pelo belo trabalho!
Acesse e conheça: Inventar-se

José Orestes de Albuquerque-Cruz

Na lançamento do livro do Alma Desnuda foi apresentado o livro de literatura de cordel A pedra de capim do poeta José Orestes de Albuquerque, filho do poeta Zeca Muniz, irmão das escrtitoras Elizabeth  e Goretti.

José Orestes é autor do Blog: Cavalo de Talo

José Oreste de Albuquerque e Totó Rios

Paulo Roberlando-Cruz


A publicação e Noite de Autógrafos acontece dia 12/01/2011 dentro das comemorações alusivas aos 26 anos de Emancipação Municipal de Cruz e aniversário da Biblioteca Pública Dra. Maria Inês de Farias - 24 anos.
Estão confirmados também para o evento a divulgação do V Concurso de Produções Textuais promovido para esta ocasião e entrega de prêmios aos vencedores.

Fonte: Blog Biblioteca Municipal de Cruz

Mais informações no: Blog UMA QUESTÃO DE SENTIMENTOS


Estive no lançamento do livro Alma Desnuda do Poeta Paulo Roberlando, livro de grande valia para enriquecer o acervo poético dos escritores do Vale do Acaraú.
Agradeço ao amigo por ter colocado no seu livro na parte dos depoimentos meu texto: 

Canta o passado, o torrão, as belezas naturais,
imagens gravadas no seu coração,
amigos, brincadeiras, inocência, tempos bons, saudades,
catecismo, tamarineiro, melodias, sua fé.

O Poeta canta o que brota do mais intimo do ser,
lembranças que alimentam o presente.

Recordar os bons tempos de outrora,
que não podemos revivê-los a não ser
em pensamentos.

Desejo que sua alma de poeta seja perene
e leve aos corações consolo e abrigo.

Acaraú, 05 de novembro de 2010

Totó Rios

 Paulo Roberlando fala sobre o Livro Alma Desnuda
Totó Rios de Acaraú fala sobre seu trabalho voltado a Cultura de Acaraú
Paulo Roberlando e Totó Rios
Totó Rios, Neto Muniz e Mirian Muniz-Vice-Prefeita de Cruz
Autógrafo

José Osmar Fonteles-Jijoca

 
José Osmar Fonteles é cientista social, pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas (SP) e mestre em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba. Suas atividades dividem-se entre docência, extensão universitária e administração escolar, assessoria técnica a entidades do movimento social, gestão pública e pesquisas socioeconômicas na área de turismo.
 
Sua trajetória acadêmica começou e se consolidou na Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, em meados da década de 1980, onde hoje é professor adjunto. Foi pró-reitor de extensão e diretor do Centro de Ciências Humanas e Ciências da Educação da mesma instituição. Coordenou o Núcleo de Educação Popular – NEP e os programas Educação Ambiental no Ensino Formal – UVA/SEMACE, Agentes Alfabetizadores do Estado do Ceará e Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA/Sobral.
Na área da gestão pública, coordenou o turismo no município de Sobral - CE, onde é membro do Conselho Municipal do Turismo.
 
Sua produção científica tem se pautado pela temática do turismo, sendo co-autor do livro Turismo e Meio Ambiente e de vários artigos publicados em revistas científicas. Atualmente, é chefe do Parque Nacional de Jericoacoara.

Gleiciane Freitas-Cruz

Gleiciane Freitas-História Daqui (Livro Didático)

Maria Nélia Helcias Moura Vasconcelos-Bela Cruz


Maria Nélia Helcias Moura Vasconcelos-Bela Cruz

Nossa História Nosso Viver-Maria Nélia Helcias Moura Vasconcelos

Assis Arruda-Sobral


Francisco de Assis V. Arruda, natural de Sobral (CE), nascido a 18 de novembro de 1948, filho de Francisco Linhares Arruda e de Maria de Jesus Vasconcelos Arruda. Engenheiro Agrônomo, formado pela Faculdade de Agronomia do Nordeste, em Areia - PB, em 1975. Concursado pela ANCARPE, em 1975, onde permaneceu até janeiro de 1976. Ingressou, em 1976, no quadro de pesquisadores da EMBRAPA, onde permanece até a presente data. Realizou curso de especialização em Bioclimatologia pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Em 1982, concluiu o urso de Mestrado em Nutrição Animal, pela Faculdade de Agronomia do Ceará. Ainda neste mesmo ano foi eleito a vereador do Município de Sobral, pelo Partido Democrático Social (PDS), com 1.200 votos, sendo o terceiro mais votado, ocupando posteriormente a vice-presidência no período de 1984-1986. Em 1986, foi eleito pelos seus pares a Secretário da União dos Vereadores do Ceará, sucursal Sobral. Em 1988, candidato a vereador pelo Partido da Frente Liberal (PFL), ficando na quinta suplência.
 
Em 1985, assume a Chefia Geral do Centro Nacional de Pesquisa de Caprinos (Embrapa-Caprinos), sediado em Sobral (CE), permanecendo no cargo até 1988. Representou o Ministério da Agricultura em Santiago-Chile, numa Reunião da FAO, para o Desenvolvimento da Caprinocultura dos Países da América do Sul. Posteriormente, em 1977, representou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, nos Estados Unidos, na Reunião do SMALL RUMINANT COLABORATIVE PROGRAM, convênio que vinha administrando através do Centro Nacional de Pesquisa de Caprinos. No mesmo ano foi convidado pela Universidade de Oklahoma-USA, para proferir palestra sobre Desenvolvimento da Caprinocultura no Brasil. Em 1989, foi liberado pela EMBRAPA para realizar o Curso de Doutorado na Escuela Técnica Superior de Ingenieros Agrónomos da Uniersidad Politécnica da Madrid, España, defendendo tese em 1993, na Área de Nutrição Animal, com o trabalho "Estudio del Valor Nutritivo Nitrogenado de Subproductos de Maiz Derivados de la Industria del Amidon y Destilerias, para Rumiantes".
 
Tendo publicado vários trabalhos em revistas técnico - científicas de âmbito nacional e internacional.
Em Teresina, em 1998, criou juntamente com outros funcionários do Estado o Grupo de Articulação do Grandes Eventos do Estado do Piauí (GAGEP), assumindo sua coordenação.
Membro da Academia Sobralense de Estudos e Letras, cadeira nº 14, patrono Justiniano de Serpa.
 
Como estudioso em Genealogia, vem desenvolvendo pesquisa na área desde 1970, com as principais famílias da Ribeira do Acaraú. Publicando seu primeiro trabalho em 1980 sobre a Genealogia dos Arrudas, com 150 páginas. Em seguida, publicou a segunda edição ampliada e melhorada sobre o título de GENEALOGIA SOBRALENSE - OS ARRUDAS, editado pela IOCE, com 360 páginas. Em 1993, publica o segundo volume da Coleção "GENEALOGIA SOBRALENSE - OS GOMES PARENTE". TOMO I, II e III impressos pela IOCE. Em 1998, publica o quarto volume OS FERREIRA DA PONTE - TOMO I e em preparo os tomos I, II e III dos Ferreira da Ponte.

José Alfredo Silva (Mestre Zé)-Historiador de Marco

José Alfredo Silva (Mestre Zé)-Historiador de Marco e Totó Rios

Lustosa da Costa-Sobral

Lustosa é jornalista político desde os nove anos quando registrava, em seu diário de menino, a campanha eleitoral para a prefeitura de sua cidade, na década de quarenta. Lustosa começou a fazer jornalismo no Correio da Semana, de Sobral, em agosto de 1954, escrevendo seu primeiro artigo sob as iniciais L.C. a respeito da ascensão de Café Filho à Presidência da República.
Exerceu o posto de Editor-Chefe de Unitário e Correio do Ceará, antes de se transferir para Brasília onde foi durante 14 anos repórter político da sucursal de O Estado de S. Paulo e do Jornal da Tarde e comentarista político do Correio Braziliense.
Continua, na luta diária da coluna do Diário do Nordeste, denunciando e combatendo a hipocrisia reinante.
Lustosa é leitor compulsivo desde criança. Curte toda espécie de romance, principalmente os de Eça e Machado, livro que, juntamente com as peças teatrais de Wilde e a poesia de Borges, levaria para uma ilha deserta, se lhe impusessem tal destino. Ama as boas coisas de vida e já perpetrou muitos livros de crônicas e um romance "Vida, Paixão e Morte de Etelvino Soares". O romance narra a saga do jornalista Etelvino Soares, mártir da liberdade de imprensa no Brasil. Lustosa criou uma página em sua homenagem.
Em 1999, ganhou o Prêmio Ideal de Literatura com o livro de crônicas "Rache o Procópio" e foi eleito para a Academia Brasiliense de Letras. Integra "Horas Vagas", antologia de contos, publicada em 1981, e a Antologia de Cronistas de Brasília, editada em 1995. Dois contos seus, "A Peixada" e "O doutor Leite e a costureira", foram finalistas do concurso Guimarães Rosa da Radio France Internationale. Seu livro "Sobral do meu tempo" forneceu seis verbetes ao Dicionário do Aurélio.
Lustosa também dedica uma parte do seu tempo navegando na Internet procurando novos sites sobre literatura brasileira e portuguesa.

José de Fátima Silva-Poeta de Itarema

Totó Rios e José de Fátima Silva-Poeta de Itarema

Luzia Rocha e Leonardo Silveira-Historiadores de Morrinhos

Luzia Rocha,Leonardo Silveira-Historiadores de Morrinhos e Totó Rios

José Plauto Araújo-Bela Cruz

Plauto Araújo e Totó Rios
Nasceu no Ceará, Brasil em 1958, de um casal nobre. Viajou por vários estados brasileiros, onde fez vários cursos e exerce várias profissões: é pedagogo, coordenador de vigilância sanitária, fiscal ambiental, faz parte do CONDEMA, especialista em admirar a beleza natural feminina, poeta, escritor, professa a fé protestan-te, exerce o digno cargo de diácono, além de professor é um forte pregador, muito versado nos textos sagrados, amante alucinado da música psicodélica tem um respeito profundo pelas pesso-as, mas gosta de apreciar o lado animal de cada um, enquanto saboreia toda beleza que lhe rodeia e isto é o que lhe faz um ente sempre alegre e satisfeito. Começou sua vida literária ainda adolescente numa vida nômade e inconstante, partindo para o Rio de Janeiro para trabalhar em redes hoteleiras, onde conheceu muitos artistas famosos, entre eles Frank Sinatra, George Watter, etc.

Mesmo que iniciara sua vida literária muito cedo, só no ano 2000 é que publicou algumas de suas obras, entre elas: Vozes Mélicas, Luta Interior e O Caminho do Peregrinar. De sua lavra literária podemos citar 5 livros poéticos, 2 históricos, 1 romance e 3 doutrinários. Em sua trajetória literária foi obrigado por motivos de perseguições, a queimar muitas de suas poesias. O que lamenta pela irreparável perda.

A base de toda prosa e versos de Plauto Araújo apóia-se no profundo sentimento que tem pelos mistérios da vida... Cuja lógica ultrapassa a, da consciência habitual, desvendando o duplo de cada homem, na impressão do realismo dentro do irreal. Os cenários são repletos de pavor da morte. Onde mergulha no lado des-conhecido das ansiedades da alma, o que faz de Plauto Araújo, um alucinado pelos mistérios da Imaginação Humana.