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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Escritor cearense lança biografia de Nara Leão em Salvador

Cássio Cavalcante - Foto: Divulgação

Se estivesse viva, cantara completaria 70 anos no dia 19 de janeiro, data do seu nascimento.

Nara Leão (1942–1989), uma das personagens mais importante do Brasil, na época em que viveu, foi mais do que uma cantora. Musa da Bossa Nova, o apartamento de seus pais foi um dos berços do movimento musical que ganhou o mundo. Quem nos conta em detalhes essa história é o escritor cearense radicado em Recife (PE), Cássio Cavalcante, autor da biografia “Nara Leão - A Musa dos Trópicos”, que estará em Salvador nesta sexta-feira, dia 06 de janeiro, onde participa da Mesa-Redonda Biografias e Perfis: o personagem em destaque, a partir das 17h30, na Livraria Cultura do Salvador Shopping (Teatro Eva Herz). O Evento é organizado pela União Brasileira de Escritores (UBE), núcleo Bahia, e tem entrada franca.

A obra, cujo texto da orelha é assinado pelo cineasta Cacá Diegues, ex-marido da cantora, com quem teve dois filhos, é resultado de uma década de pesquisas. Publicado pela Companhia Editora de Pernambuco (688 págs., R$ 50), o livro apresenta aspectos pessoais da vida de Nara. O autor pesquisou revistas, jornais e entrevistou pessoas ligadas à artista para recriar a trajetória da artista. “Nara foi à primeira cantora branca da zona sul carioca a revalorizar o samba do morro, foi à porta-voz dos intelectuais quando se tornou cantora de protesto”, destaca Cássio.

Nara lançou talentos como Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo. Apoiou artista no início da carreira como Martinho da Vila e Fagner. Foi à primeira cantora consagrada que deu apoio ao movimento musical tropicalismo, foi simpática a Jovem guarda. Também foi a primeira a gravar um disco só de músicas de Roberto e Erasmo Carlos. Ainda foi a primeira artista brasileira a gravar no sistema de compact disc, o CD. A cantora faleceu aos 47 anos de idade, em 7 de junho de junho de 1989, vítima de um câncer no cérebro, e deixou uma extensa discografia.

Cássio Cavalcante - cearense radicado em Pernambuco há mais de 18 anos. Administrador, escritor. Pertence a Academia Recifense de Letras. Secretário Geral da União Brasileira de Escritores (UBE). Lançou os livros: Os Mistérios de Cada Um (Organizador) (2007). Antologia do Natal - Noite Feliz – Prosa e versos Natalinos (organizador) (2011). Assina as colunas Bate-papo Literal no jornal Gazeta Nossa, Panorama no jornal da Editora Novo Horizonte e Quem faz a literatura pernambucana na Jardim News em Revista. Coordenador do Programa Literário da UBE: A Cultura e a Arte em Pernambuco, na livraria Cultura (PE).

Veja entrevistas com Cássio Cavalcante:


Fonte: BrasilWiki

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Leitura conectada

O avanço tecnológico, seus videogames, computadores e tablets, afastam a humanidade do livro tátil, seus odores, parágrafos e alergias, ou aproxima quem possui um leitor eletrônico do milenar hábito de ler?


Lá estava um cartaz, um outdoor, anunciando que os tablets substituem livros em alguma escola cearense. Naquela mochila que nos acostumamos a levar para a escola (“segunda-feira é dia de matemática, português, biologia e física”), que formavam o caráter ao entortar as colunas em formação de crianças e adolescentes de dezenas de gerações. Mas e onde está o prazer? Cada ano que vai passando e o lado prazeroso da literatura vai ficando cada vez mais portátil, prático, rápido – quiçá até mais barato.

Nos EUA, pátria-mãe de alguns avanços tecnológicos, a nova mídia já tem mostrado suas nuances. Se alguns apontam a tecnologia como responsável por um distanciamento dos livros, uma pesquisa publicada pelo site good.is traz que donos de e-readers (leitores eletrônicos de livro) compram mais livros anualmente do que leitores tradicionais – o que inicialmente era interpretado como fruto da “compra por impulso”, pela rapidez e facilidade de compra online. Mas entendamos que livro comprado e livro lido são coisas bem diferentes. E nessa toada a pesquisa também seguiu, perguntando aos entrevistados o número de livros lidos por ano. Segundo o good.is, 36% dos donos de e-readers leem entre 11 e 20 livros no ano, contra 19% dos leitores convencionais. Para 21 ou mais livro, o percentual cai para 26% dos tecnológicos, contra 19% dos tecnofóbicos. Nos EUA, estima-se que o público leitor consuma 5,5 livros por ano. De acordo com pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro em 2008, o Brasil tem 55% de leitores, consumindo 4,7 livros por ano – mas o percentual cai para menos de dois livros por ano se excluídos os estudantes de até nível médio.

Em terras alencarinas, tão distante do Tio Sam, tem quem esteja desfrutando da infinitude da memória eletrônica no prazer da literatura há muito. Desde novembro do ano passado dono de um Kindle, o e-reader da Amazon e líder do mercado, o jornalista e escritor Alan Santiago já passou dos 21 livros lidos em 2011, limite máximo da pesquisa. De acordo com ele as vantagens giram em torno de três pontos: praticidade (levar uma biblioteca de milhares de livros num aparelho de 200 gramas), pesquisa (você pode procurar termos em um livro ou em todos) e recursos (como, por exemplo, aumentar o tamanho da letra). Em tempos natalinos, Alan já ganhou dois livros de presente Ambos virtuais.

A estudante universitária Isabelle Leal, no entanto, defende o ritual da leitura. “Eu gosto mesmo é de folhear as páginas, sentir o cheirinho quando compro livro novo, reler um livro e encontrar pedaços de papel marcando as páginas”, defende, avisando que quando lê revistas tem ainda mais rituais. Já Joyce Miranda Leão, mestranda em Sociologia, garante que, mesmo tendo tentado com um e-reader, não foi cativada. “O livro impresso é um companheiro. Você o coloca do lado da cama, você leva para viagem. O papel é um instrumento que ajuda no contato com a história”, conta a mestranda, que diz ter lido pelo menos 20 livros no ano.

Confronto das ideias
Você acha que e-books substituem o prazer da leitura de um livro impresso?
SIMLeitor de conteúdo
Quem gosta de ler, antes de tudo, gosta do conteúdo do livro. Você ler no papel, no muro ou num Kindle, no final é a mesma coisa. Não acho que há uma diferença. No livro tem uma questão emocional, fetichista, que vem com o livro. Mas, no final das contas, uma pessoa que leu um livro num papel soft color e num e-reader vão conversar em níveis iguais, tendo entendido a mesma coisa.
Alan Santiago, 23, jornalista e escritor.

NÃO
Leitor criativo
Há uma diferença de cognição entre o e-book e o livro. Você não tem como empregar um sentido para uma palavra no eletrônico. O leitor também cria um sentido quando não conhece um termo, no e-book você se vê obrigado a clicar no vocábulo e encontrar o significado. O papel do leitor também é criar. Como em toda a história da tecnologia, é tudo mastigado. Não consigo ignorar a relação táctil com o papel.
Mariana Marques, 29, apresentadora do Studio Viva, escritora e publicitária.

André Bloc
andrebloc@opovo.com.br

Fonte: O Povo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Entrevista com a Profª Gleicinha da EEM São Francisco da Cruz



Entrevista com a Profª Gleicinha da EEM São Francisco da Cruz, escritora que lançou recentemente um livro que conta a História do Ceará

Fonte: Blog de Olho na noticia

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ironias e outras coisas de um gozador

Sobre Coisa Nenhuma e Outras Coisas, quinto livro do dramaturgo Fernando Lira, é lançado hoje, 16, no Auditório do Dragão do Mar

Lira diz ter a escrita influenciada pelo gaúcho Luís Fernando Veríssimo e pelo cineasta norte-americano Woody Allen (DIVULGAÇÃO)

Como se colocasse óculos com lentes que lhe dotasse de superpoderes, o escritor vê a realidade com grandes doses de ironia. Seja com seus tipos cômicos ou em situações risíveis, o dramaturgo Fernando Lira transporta para o papel sua leitura do cotidiano de forma inusitada e reúne seus escritos em Sobre Coisa Nenhuma e Outras Coisas, livro que será lançado hoje, 16, no Auditório do Dragão do Mar.

A obra recebe o apoio do Instituto Federal do Ceará, (IFCE) em que Lira é professor do curso de Licenciatura em Teatro. O livro é resultado de uma compilação de 51 textos escritos pelo dramaturgo entre 2000 e 2001. Fernando escrevia semanalmente para uma página na Internet chamada “Delira na Rede”.

Já naquela época, mesmo sem a invenção das redes sociais, Fernando recebia o retorno de leitores e sentia que seus textos eram bem recebidos. Surgiu, então, a vontade de reuni-los em livro, projeto que foi adiado pelo mestrado e o doutorado do escritor. “Agora, surgiu a oportunidade de editá-los assim. Os textos que eram mais de 70 passaram por uma triagem, fiz enquetes com pessoas próximas para escolher os textos. É uma oportunidade de resgatar esses textos, que estava restritos a pessoas que acompanhavam a página naquela época, e levá-los a outros públicos”, comenta Fernando.

Os textos, que o escritor não ousa definir como crônicas ou contos, são escritos em prosa, mas dotados de cargas cênicas. Tanto que, para o lançamento, dois grupos de teatro ajuntaram alguns dos textos e apresentam duas montagens teatrais: Constatação Aterradora e Uma Lógica Particular. “Quando os escrevi, mesmo já sendo dramaturgo, os textos eram exercícios de prosa. Depois passei a levá-los para sala de aula e o potencial cênico foi trabalhado”, explica.

Sobre Coisa Nenhuma... é o quinto livro de Fernando que diz ter sua escrita influenciada pelo gaúcho Luís Fernando Veríssimo, “na criação de tipo, e na ironia com que trabalha os nomes dos personagens”, e o estadunidense Woody Allen, “na peculiaridade com que observa o mundo”.

Apesar de ficcionais, os textos de Fernando têm “vários pés na realidade”. De Sobre coisa nenhuma... desprendem-se tipos como Maria Joana, uma repórter policial que leva oficio tão a sério que pratica crimes para entendê-los – “uma crítica ao jornalismo policial e ao sensacionalismo de como alguns programas televisivos tratam os crimes”; a Diva Gação, que sabe tudo nada, e o professor Funnddus, doutor em Nada, que sabe nada sobre tudo – uma observação sobre como o meio acadêmico às vezes pode ser vazio.

Tamanha é a profundidade do conhecimento que o professor Funnddus detém que foi a ele dada a missão de prefaciar a obra. Ao final de seu prefácio sobre o livro ou (ou sobre nada), Funnddus (des)convida: “Embora as minhas profundas palavras não reflitam nem de leve a dimensão desta obra – que não tive o saco de ler até o final – aconselho que todos passem pelo sacrifício que, de certo modo, a mim foi imposto”.

SERVIÇO

Lançamento do livro Sobre Coisa Nenhuma e outras coisas
260 páginas
Quanto: R$ 20
Quando: hoje, 16, às 18h30min
Onde: Auditório do Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81)
Acesso livre
Outras info.: (85) 9622 5092.

Domitila Andrade
domitilaandrade@opovo.com.br

Fonte: O Povo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Acarauense Aline Bussons premiada no II Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil


A Companhia Editora de Pernambuco – Cepe anunciou o resultado do II Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil, promovido em 2011. Na categoria Infantil os vencedores foram a mineira Maria Ângela Haddad Villas (Mariângela Haddad), com o livro O mar de Fiote, primeira colocada; a jornalista pernambucana Adriana Pimentel Victor, segunda colocada com a obra Maria das vontades; e a cearense Aline Maria Freitas Bussons, com O hipopótamo que tinha ideias demais, terceira classificada. Na categoria Juvenil, a obra vencedora foi O dia em que os gatos aprenderam a tocar jazz, de Pedro Henrique Barros Portela da Silva, do Rio de Janeiro; seguindo-se A valente princesa Valéria, de João Paulo Vaz, também do Rio de Janeiro, segundo colocado; e O decifrador de poemas, de Viviane Veiga Távora, de São Paulo, terceira colocada.

Os prêmios são idênticos para cada categoria: oito mil para o primeiro lugar, cinco mil para o segundo colocado e três mil para o terceiro. Não houve menções honrosas. Concorreram 333 obras, sendo apenas 59 na modalidade juvenil, o que demonstra o boom que a literatura infantil vem vivendo nos últimos anos, alavancada por ótimos textos e excelentes ilustrações e projetos gráficos. A comissão julgadora foi composta pelo jornalista e escritor Cícero Belmar; escritor Conrado Falbo; especialista em crítica literária Luiz Reis; a mestra e doutoranda em Linguística, cujo objeto de estudo são os contos de fadas, Simone de Campos Reis; e a assessora pedagógica de bibliotecas comunitárias e agente de formação de leitores, Carmem Lúcia Bizerra Bandeira, colunista do site Interpoética. A comissão julgadora considerou critérios subjetivos como criatividade, originalidade, representação de gênero, prazer da leitura, entre outros.

Mariângela Haddad é bastante conhecida como ilustradora, tendo recebido diversas menções "Altamente Recomendável" da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (RJ) e o Prêmio de Incentivo do NOMA, Japão, em 1996. Começou a escrever em 2009, quando ganhou o concurso 5º Prêmio Barco a Vapor, da Fundação SM, São Paulo, com o livro O Sumiço da Pantufa. O livro O mar de Fiote, que venceu o concurso da Cepe na categoria Infantil, fala da descoberta de um mar inusitado e o início de uma amizade improvável, tendo como cenário uma cidade do interior. “Cheguei a imaginar o estranhamento que esse "mar mineiro" causaria num concurso de literatura promovido à beira-mar... Concursos são assim, indispensáveis, importantes, bem-vindos e causadores de frios na barriga”, disse ela.
Foi a primeira vez que Pedro Henrique Barros Portela, vencedor na categoria Juvenil, participou de um concurso literário. O texto foi escrito no final de 2010, “mais pelo exercício da escrita e pelo prazer imediatista dela”. A inspiração veio de sua admiração por gatos e pelo jazz, estilo musical que mais aprecia. A inscrição no concurso teve também o objetivo de ajudar a superar o medo da crítica. Ele confessa que ficou “atônito” com a notícia sobre o prêmio. “Nunca tinha ganho nada dessa forma antes, então não sabia como se reage a uma notícia dessas”.

CONCURSO SE CONSOLIDA – A repercussão do I Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil, realizado em 2010, e a qualidade editorial e gráfica dos livros que foram lançados em 2011, deixaram os vencedores do II Concurso com uma grande expectativa. Aline Bussons, professora de língua portuguesa da Universidade Regional do Cariri, no Ceará, que tem dois livros infantis publicados - Uma baleia muito esperta e Raulzito, o jacaré – diz que tenta “trabalhar com as temáticas da liberdade individual, do direito de sonhar e de estar na contramão das imposições da coletividade. Quando escrevi a história do hipopótamo Everardo, procurei trazer essas ideias pro texto. Essa premiação é muito importante, pois dará visibilidade ao meu trabalho. Uma ótima oportunidade de publicação e de divulgação de livros. Além disso, sinto uma grande satisfação em saber que minha obra será divulgada por uma editora de Pernambuco e lida pelas crianças pernambucanas!”

João Paulo Vaz diz que “os concursos literários têm sido fundamentais” na sua carreira de escritor. Ele tem quatro livros publicados, dois deles através de concursos. As brincadeiras de princesas e aventuras das netas Janaína e Beatriz, de oito anos, foram a inspiração para escrever A valente princesa Valéria, que foge da narrativa tradicional ao colocar a princesa como salvadora do príncipe e depois os dois, para ganhar a liberdade, enfrentam juntos uma série de obstáculos.

Maria das vontades é o primeiro livro infantil da pernambucana Adriana Victor. Ex-repórter da Rede Globo Nordeste, ela tem reportagens publicadas em diversos jornais e revistas do país; é coautora de Ariano Suassuna: Um Perfil Biográfico, publicado pela editora Zahar, e autora dos textos de Encourados - Inventário Fotográfico, Investigação Sonora e Registros Escritos sobre o Vaqueiro e a Lida com o Gado. Em outubro de 2011, lançou Bonecos na Ladeira, livro sobre os gigantes do Carnaval de Olinda.

Viviane Veiga, de São Paulo, disse que ter um livro escolhido em um concurso nacional, como o da Cepe, “é uma alegria imensa para qualquer escritor”. Vencedora em dois concursos de poesia, esta é sua estreia em prosa e a primeira experiência voltada para o leitor juvenil. “Eu espero que o leitor se aproprie do texto e da poesia escondida nas páginas do Decifrador de poemas”. Viviane tem publicada a obra Mareliques da praia-louca, com ilustrações de Walther Moreira Santos (Editora Bicho Que Lê, PE), que venceu o Concurso PROAC de Publicação de Livros no Estado de São Paulo, da Secretaria de Estado da Cultura. O MEC vai publicar sua obra Pé de alguma coisa pede outra, que venceu o II Concurso Literatura Para Todos, realizado pelo Ministério da Educação. Em 2012 deverá ser publicado também o Cordel de Teresinha, vencedor do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura.

Fonte: CEPE