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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada recebem Festivais de Música

As praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada recebem neste fim de semana movimentados festivais de música. Entre as principais atrações, estão Otto, Arnaldo Antunes, Peter "Madcat" Ruth e Tia Carroll

O pernambucano Otto se apresenta no sábado em Jericoacoara (DIVULGAÇÃO)

De leste a oeste do litoral que banha nosso Estado, com propostas que agregam múltiplas manifestações e gêneros em torno da música, este fim de semana reserva uma movimentação intensa aos cearenses para fora dos limites da capital. As praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada recebem - respectivamente - neste fim de semana os festivais Jeri Sport Music Festival e Festival Canoa Blues, ambos se consolidando em suas quartas edições.

Propondo um “Encontro das Artes”, o Jeri Sport Music Festival começa hoje e vai até o sábado (8). Em meio a uma programação gratuita que reúne oficinas de teatro e fotografia (pinhole), competições de windsurf e kitesurf, além espaços de convivência voltados à gastronomia e ao artesanato de artistas locais, o destaque deste ano fica a cargo das apresentações musicais que fecham as noites de amanhã e sábado, com shows do paulista Arnaldo Antunes e do pernambucano Otto.

Em continuidade à turnê do projeto Ao vivo lá em casa, que comemorou seu cinquentenário de vida rodeado de amigos e deu origem a um DVD gravado no aconchego de seu lar no ano passado, o poeta, compositor e cantor Arnaldo Antunes apresenta um repertório de canções que passeiam por sua discografia, com destaque para seu último trabalho de estúdio, o disco Iê Iê Iê (2009). No caso do músico Otto, que atualmente trabalha nas gravações do disco The Moon 1111, sucessor do aclamado e visceral Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009), o repertório pode apresentar alguma novidade desde sua última apresentação, há quatro meses.

A programação que se inicia hoje terá abertura oficial com a festa “É Proibido Proibir” - uma versão “resignificada” do projeto “Farra na Casa Alheia” -, que conta com a participação de cinco DJs, entre eles os idealizadores Guga de Castro e Rodrigo Fuser e o convidado Fran Viana.

Amanhã e no sábado, antes das apresentações de Arnaldo Antunes e Otto, respectivamente, a programação recebe os talentos locais Gabriel Rodrigues, de apenas 11 anos, e Manuella Camboim, que volta ao festival depois de sua participação na primeira edição. Na sexta, a partir das 21 horas, o palco principal recebe também o espetáculo Cabra da Peste, interpretado por um grupo de 22 integrantes, entre crianças e adolescentes de 7 a 15 anos.

Canoa blueseira
Com um projeto amarrado em torno de um gênero específico, trazendo as diferentes vertentes do Blues para o espaço da praia, o Festival Canoa Blues promove a partir de amanhã até domingo (9) um encontro entre público e artistas de diferentes gerações, sotaques e nacionalidades do Blues em apresentações também gratuitas.

Neste ano, as atrações internacionais do festival são os norte-americanos Peter “Madcat” Ruth e Tia Carroll, que apresentam na sábado suas influências e trabalhos característicos de suas trajetórias artísticas. No caso de Peter “Madcat”, multi-instrumentista vencedor de Grammy e conhecido por sua virtuosidade no manejo da harmônica (gaita), o público poderá conferir uma nova apresentação do músico em solo cearense depois de seis anos.

Dos nomes nacionais que compõem a programação, o Festival Canoa Blues apresenta uma reunião de projetos de diferentes regiões, com artistas do Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Paraná. A abertura de amanhã tem assinatura dos músicos cearenses Rafael Balboa e Artur Menezes, este que durante os meses de junho e julho esteve ao lado de grandes nomes do Blues na cidade norte-americana de Chicago, bebendo em uma das fontes mais representativas do gênero.

No sábado, juntamente com as atrações norte-americanas, o festival recebe o show do paulista Igor Prado e sua Prado Blues Band, considerado uma das revelações do blues nacional dos últimos anos com apresentações em diversos países. No domingo, fechando as atividades, a programação recebe o potiguar Gustavo Cocentino, referência do blues no estado, e os paranaenses do Mr. Jack.

SERVIÇO

4º JERI SPORT MUSIC FESTIVAL
Quando: De hoje (6) a sábado (8)
Onde: Na praia de Jericoacoara, a 295km de Fortaleza
Programação gratuita
Outras informações: (85) 3458.1235 / 3458.1167

FESTIVAL CANOA BLUES
Quando: De amanhã (7) a domingo (9)
Onde: Na praia de Canoa Quebrada, município de Aracati, a 149km de Fortaleza
Programação gratuita
Outras informações: (85) 3133.7769 ou www.canoablues.com.br

Yuri Tavares

Fonte: O Povo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Ópera O Guarani para 2012


Atendendo ao pedido do Senador Inácio Arruda feito ontem, na apresentação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, a Orquestra Filarmônica do Ceará incluiu a Ópera O Guarani na programação para 2012.

O ato foi uma manifestação cultural plural onde vários artistas do Ceará surpreenderam com as suas atuações.

Foi aberto com o Hino do Brasil, interpretado pela nossa Orquestra Filarmônica do Ceará, e completado com uma seleção de Luiz Gonzaga e as interpretações do Tenor Ricardo Máximo e da Soprano Flavianny Naama.

No final do ato, vários representantes culturais do nosso panorama político expressaram seu apoio e compromisso com a cultura e a arte.

Outros projetos desafiantes vão ser apresentados também na próxima temporada, depois da conclusão bem sucedida das Nove Sinfonias de Beethoven, executadas pela primeira vez e integramente por uma Orquestra Cearense.

As cinco Sinfonias de Tchaikovsky e as quatro Sinfonias de Brahms completaram uma nova temporada da Filarmônica cheia de emoção e música.

A Ópera O Guarani é um dos grandes projetos da nossa cultura Brasileira.

É uma ópera em quatro atos do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes, baseada no romance de José de Alencar "O Guarani", e foi execuada pela primeira vez, no Teatro Scala de Milão, na Itália, em 19 de março de 1870.

Conta a historia da colonização por parte dos Portugueses previamente dominados pelos Espanhóis, e inclui histórias de romances míticos como a de Cecília, filha do terratenente colonizador Don Antônio, e Peri, cacique da tribo dos Guaranis.

Fonte: Osquestra Filarmônica do Ceará

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pessoal do Ceará


Capa do LP Original Pessoal do Ceará - 1973

Em meados dos anos 60, uma turma de artistas circula pela Faculdade de Arquitetura e Bar do Anísio em Fortaleza, foram tempos de repressão e ditadura. A juventude respondia com artes, música, poesia, teatro, compartilhando sonhos e canções. 

Reunindo-se quase todas as noites até o dia amanhecer, na Beira-Mar, pertinho do Farol do Mucuripe, até a chegada do vento Terral, estavam ali os pioneiros Augusto Pontes, Petrúcio Maia, Rodger Rogério, Fausto Nilo, Belchior, Ednardo, Fagner, Brandão, Teti, Yeda Estergilda, Gilmar de Carvalho, Ricardo Bezerra, Alba Paiva, Marli Vasconcelos, Tânia Araújo, Xica, Olga Paiva, Pepe, Cirino, Amelinha, Jorge Mello, Antônio Carlos, Cláudio Pereira, Sérgio Pinheiro, Wilson Ibiapina, Guto Benevides, Mino, e muitos outros de uma turma boa de mais de 80 nomes, atuando nas diversas formas de expressões artísticas.

No início dos anos 70, começa o êxodo, e muitos deles deixam o Ceará com destino ao Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília. Os cearenses começavam a trilhar o caminho que os levariam ao sucesso nas terras do sul. 

Meu corpo minha embalagem todo gasto na viagem - Pessoal do Ceará, foi um disco produzido pela gravadora Continental em 1973, contendo canções interpretadas por Ednardo, Rodger Rogério e Tetty, artistas cearenses pouco conhecidos, mas que a partir daí, laçaram para o Brasil, a música e os compositores cearenses.

Cearenses como Fagner, Amelinha, Belchior, foram despontando no meio artístico e receberam da crítica musical o apelido de "Pessoal do Ceará". Assim, nossos artistas passaram a ser conhecidos e respeitados engrandecendo o nome do nosso estado, transformado o Ceará no berço das mais variadas formas de expressão artística.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

V Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente

A cantora e compositora cearense Jord Guedes é a responsável pelo show de abertura da V Mostra BNB da Canção Brasileira Independente, que em Fortaleza contará com shows no CCBNB e no CDMAC

Começa amanhã e prossegue até o dia 1º de outubro, a V Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente. Em 62 shows, o evento reunirá 46 atrações, de 11 estados, de três regiões do País

Em sua quinta edição, a já conceituada Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente começa hoje, contando com apresentações de artistas do Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná Além das atrações musicais, o evento terá workshops, exposições e oficinas.

A mostra acontecerá nos três Centros Culturais Banco do Nordeste - em Fortaleza, em Juazeiro do Norte e em Sousa, no alto sertão paraibano. Também acontecerão shows no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). Estão confirmadas as participações de velhos conhecidos da cena local, caso de Calé Alencar, Edinho Villas Boas, Marcus Caffé, Valerie Mesquita, Fernando Rosa, Luciana Costa e Marta Aurélia. O público, contudo, artistas a performance de artistas de outros estados, como o compositor Téo Ruiz (Paraná), o baixista Arthur Maia (Rio de Janeiro), o cantor Filó Machado (São Paulo) e a nova geração pop brasileira com Wado (Alagoas), Escurinho (Paraíba) e Lucas Santtana (Bahia).

A Mostra BNB da Canção Brasileira Independente começa no CCBNB-Fortaleza, hoje, às 17 horas, com o show da cantora e compositora cearense Jord Guedes, que imprime no seu trabalho uma pegada regional com elementos da música universal. Uma hora depois, quem sobe ao palco é uma intérprete da nova geração, Marina Cavalcante, com um repertório recheado dos sambas de bambas como Paulinho da Viola, João Nogueira, Noel Rosa e Dona Ivone Lara.

A banda Breculê, que busca oportunidades no Sudeste, se apresenta no dia 23 , no Dragão do Mar
IGOR GRAZIANO/ DIVULGAÇÃO

Alternativos
Para André Marinho, coordenador geral da mostra, o evento é um reconhecimento ao trabalho do artista da música independente. "Eles propagam em suas localidades as experiências vivenciadas a partir de duas vertentes: diversidade e identidade. Alheios às adversidades, participam de todas as etapas da produção dos seus respectivos trabalhos, indo desde o processo de composição, passando pelo registro, assinatura de contratos, até a elaboração da apresentação junto ao público, primando pela fusão de elementos locais, regionais e planetários", detalha Marinho.

Assim, as direções dos centros culturais do BNB garantem o cumprimento da função social do órgão, integrando as diversas gerações de artistas da música que não se enquadram na estrutura do atual mercado da mídia nacional. "Tudo isso interagindo em perfeita sintonia, no espaço aberto pelo Banco do Nordeste, principal instituição financeira do Governo Federal dedicada às questões de desenvolvimento sustentável da região Nordeste, para agregar e promover novos e veteranos talentos da música independente brasileira", explica Marinho.

Expectativas
Como coordenador geral do evento, André Marinho diz que suas expectativas são as melhores possíveis. "Esse ano temos dois diferenciais importantes. Estamos trabalhando com galera nova, com as cantoras cearense Marina Cavalcanti e Lorena Lorena Alves e com uma turma das antigas, caso do Filó Machado, Arthur Maia, Wado e Lucas Santtana, para ficar as atrações nacionais", enumera.

Quando se refere aos critérios para participar da Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente e como é feita a seleção dos que se apresentarão, André Marinho revela que contou com um grupo que selecionado via edital. Outros foram o convidados especialmente para a mostra. "Para essa seleção, procuro trabalhar com artistas locais, aqueles através da minha vivência. Também consulto produtores e donos de bares, onde os cantores se apresentam faço pesquisa. Tem alguns que já se consolidaram no meu conceito: Neo-Pinel, Davi Duarte, Paulo Façanha e o Vitoriano. Esse movimento, precisa caminhar junto e não se fixar numa só geração. Promover o intercâmbio entre as gerações é muito importante".

Plateia
Sobre a frequência do público no projeto, André Marinho acredita que corresponde as expectativas de planejamento do CCBNB. Para atrair público para os artistas de fora, ele aposta na ideia de mesclar, no mesmo dia, shows de atrações cearenses. "Mandei para todos eles mensagem com cartaz para que os artistas também divulguem seu show. Podemos preparar toda a estrutura de som palco e luz, mas, se o artista não trabalhar o público dele e também se interessar em divulgar seu show não acontece uma boa resposta de plateia. Queremos incentivar a divulgação do trabalho, mas temos, também, de ter a consciência que o artista também pode trabalhar essa divulgação", argumenta.

Parceria
Uma das novidades em 2011 na V Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente, é que as apresentações do projeto artístico também vão acontecer no Anfiteatro do Dragão do Mar. Essas parcerias com outros equipamentos culturais e casa noturnas, reforçam a vinda dos artistas para apresentações em outros espaços. Nessa perspectiva, André Marinho acredita que tanto é bom para os músicos, quanto para o público de Fortaleza. "Eu sempre defendi isso. É uma pena que, muitas vezes, o artista venha de outros estados e não toque em outros lugares, principalmente em outros horários. Acho que os donos de bares não devem se preocupar com os artistas que se apresentam no CCBNB, pois não somos concorrentes. Quando o artista é bom, leva público para qualquer lugar", previu o coordenador do projeto.

Programação

Dia 14, quarta-feira

17h Jord Guedes (CE)
18h Marina Cavalcante (CE)

Dia 15, quinta-feira
17h Riccelly Guimarães (CE)
18h Marta Aurélia (CE)

Dia 16, sexta-feira
17h Luciana Costa (CE)
18h Valerie Mesquita (CE)

Dia 17, sábado
17h Calé Alencar (CE)
18h Téo Ruiz (PR)

Dia 21, quarta-feira
17h Argonautas (CE)
18h Batuque Elétrico (PI)

Dia 22, quinta-feira
17h Arice Morais (CE)
18h Fernando Rosa (CE)

Dia 23, sexta-feira
17h Edinho Vilas Boas (CE)
18h Marcus Caffé (CE)

Dia 24, sábado
17h Comparsas da Vivenda (CE)
18h Rubens Gouveia (CE)

Dia 28, quarta-feira
17h Cláudio Mendes (CE)
18h Níguer (CE)

Dia 29, quinta-feira
17h Joyce Custódio (CE)
18h Glairton Santiago (CE)

Dia 30, sexta-feira
17h Davi Silvino (CE)
18h Leo Cavalcanti (CE) anfiteatro do CDMAC

Dia 18, domingo
20h Álisson Meneses e a Catrupia (BA)

Dia 21, quarta-feira

19h Traduções Cariri (CE)
21h Walmyr Castro - "NeoPineo" (CE)
22h30 Meirinhos do Forró (RN)

Dia 22, quinta-feira
19h Paulo Façanha (CE)
20h David Duarte (CE)
21h Filó Machado (SP)
22h30 Arthur Maia (RJ)

Dia 23, sexta-feira
19h Breculê (CE)
20h Vitoriano (CE)
21h Wado (AL)
22h Lucas Santtana (BA)

Dia 24, sábado
19h Artur Menezes (CE)
20h Escurinho (PB)
21h30 Caravana Maranhão (MA)

NELSON AUGUSTO 
REPÓRTER

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Música na Ibiapaba

Festivais de música movimentam, a partir de amanhã, a Serra da Ibiapaba. Trio Madeira Brasil e o cantor Wando são destaques nas programações
Sombra, música e brisa fresca aos felizardos que estiverem na Serra dá Ibiapaba (no norte do Estado, divisa com o Piauí) nos próximos dias. De amanhã até o próximo dia 30, a região respira musicalidade com a realização do Festival União da Ibiapaba (FUI), mostra itinerante que este ano acontece em Tianguá, como parte das comemorações de 161 anos do município; e do Festival Música na Ibiapaba, realizado tradicionalmente em Viçosa do Ceará, reunindo mais de mil estudantes de música, professores e grupos artísticos.

Viçosa desponta como celeiro da boa música no Estado, mobilizando grandes mestres para ministrar oficinas e coordenar apresentações, formando e depurando jovens instrumentistas. Este ano, são 50 oficinas ofertadas e participação estudantes de Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Apesar dos os festivais acontecerem na mesma região e terem como matéria-prima a música, eles não são interligados entre si, apresentando propostas distintas e mobilizando um público bem diferente. Mais voltada para o entretenimento e visando o desenvolvimento turístico da região, a mostra itinerante FUI aposta na diversidade da programação e na promoção de figuras populares da música brasileira. Entre as atrações deste ano, destaque para as apresentações do cantor romântico Wando e do brega-star Falcão. Os shows, em sua maioria, se concentram no fins de semana, com diversas apresentações à partir das 20 horas. Falcão encerra a noite de sábado e Rebel Lion, a de domingo.

Em sua quinta edição, o festival já passou por São Benedito, Ibiapina, Ubajara e Viçosa do Ceará. "Nós acreditamos no potencial da Serra da Ibiapaba como um grande polo cultural e turístico do Estado. A região é um berço histórico do Estado e se destaca em manifestações da cultura popular, na música, no artesanato", contextualiza um dos coordenadores da Mostra, o cantor Rogério Soares. A cidade sede é escolhida de acordo com o interesse manifestado pelas prefeituras da região.

Além de música, o festival promove mostras de cinema, com exibições em praça pública do media-metragem "Fca. Carla", de Natal Portela, e do longa "As Mães de Chico Xavier", de Glauber Filho e Halder Gomes. "Teremos também uma programação infantil, das 17 horas às 19 horas, na tenda do Sesc, com contação de história, teatro infantil, brincadeiras e mostra de cinema infantil", complementa Rogério.

Na próxima semana, de segunda-feira à sexta-feira, serão promovidas ainda oficinas e palestras direcionadas à comunidade local, a exemplo da palestra "Resgate e Difusão da Cultura Indígena", a ser realizada segunda-feira na comunidade Tucum, distrito de Tianguá habitada por descendentes dos índios Tabajaras, com participação de representantes de três tribos do Ceará. "Tentamos elucidar temas importantes para a comunidade, que contribuam para o desenvolvimento local", explica o organizador do festival.

Encerramento
Uma das apresentações mais aguardadas deve ficar a cargo de Wando. Ele faz o show de encerramento oficial do festival na quarta-feira (apenas as oficinas seguem até sexta). Antes dele, às 20 horas, há ainda a performance do grupo de dramistas da cidade, liderados pela mestre da cultura Ana Maria da Conceição, seguido pelos cearenses Régis & Rogério.

Wando sobe ao palco com um espetáculo intimista, acompanhado por apenas pelo violão. "É um show montado para isso, ou seja, o público canta o show inteiro comigo", diz Wando. Símbolo do conquistador, romântico e galanteador, ele promete ainda cenas indiscretas como dar mordidas em maçãs e distribuir calcinhas ao público. No repertório, grande sucessos de sua carreira como "Chora Coração", "Moça", "Fogo e Paixão", etc. "Vamos reviver um tempo em que a gente era muito feliz e não sabia", conclui.

FÁBIO MARQUES
ESPECIAL PARA O CADERNO 3

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Breculê canta os segredos de Urupemba

O grupo Breculê musicou os versos de Inventário de Segredos, livro da escritora cearense Socorro Acioli e o resultado será mostrado hoje (15) no Theatro José de Alencar
A banda Breculê no traço colorido de Mateus Rios, que ilustra o novo livro de Socorro Acioli (REPRODUÇÃO)

A pequena Urupemba abriga segredos reunidos nas histórias de 24 habitantes. A cidade fictícia saiu da cabeça de Socorro Acioli e ganhou forma em Inventário de Segredos, o 15º livro da escritora cearense. As histórias contadas em versos, em uma estrutura de literatura de cordel, foram musicadas pelo grupo cearense Breculê e hoje serão apresentadas no Theatro José de Alencar, a partir das 20 horas.

A autora imaginou que seus versos dialogariam bem com a música e fez a proposta para os meninos do Breculê, que, em um mês, escolheram dez dos 24 personagens e puseram música nas narrativas de mistérios, estratagemas e paixões. O resultado já havia sido apresentado quando do lançamento do livro, no dia 26 de maio. “Mas as músicas ainda não estavam tão consolidadas como estão para o show de hoje”, revela Pedro Fonseca, músico integrante do Breculê.

“Quando os convidei, deixei claro que não faria interferências. A parceria artística está nessa liberdade e respeito mútuo. Na véspera do show, ouvi três músicas no programa Grande Debate da TV O POVO e fiquei impactada com a qualidade. No show, o impacto foi ainda maior. Eles não só captaram como deram alma ao texto. As músicas tem personalidade própria, acompanham esse clima de influência no cordel e na cantoria, mas sem cair na caricatura. Parece que esse livro nasceu para ser música do Breculê”, afirma a autora.

Fabrício Rocha, músico do Breculê, conta que as músicas foram escolhidas pela identificação com os personagens e que as partir daí foram sendo pensadas as melodias. O grupo acostumado a colocar letra em músicas prontas, teve de fazer o contrário. “O processo inverso cria particularidades, a música tem de se moldar a palavra e pra isso, tivemos que criar compassos compostos”, conta Pedro.

O espetáculo passeia por ritmos. Teteu foi cantado em um funk, Ernesto é quase um flamenco. Tem baião, frevo, marcha. O Breculê adentrou Urupemba e captou a atmosfera de seus habitantes. Contudo o show, que terá as participações do pianista Thiago Almeida e do trombonista Rômulo Santiago, não segue a linearidade do livro. Foi montado “de forma livre”. “Temo a ideia de transformar esse trabalho em um CD até o primeiro semestre do próximo ano”, adianta Pedro.

Criado em 2007, o Breculê desenvolve um trabalho dedicado à música brasileira, em sua diversidade instrumental, rítmica, harmônica e poética. Vidas Volantes, lançado em 2010 de forma independente, é o primeiro trabalho do grupo, que é formado por Pedro Fonseca (voz, violão), Fabrício da Rocha (voz, violão), Milton Ferreira (baixo), Túlio Bias (percussão), Fábio Marques (percussão), Jordão Luz e Igor Ribeiro (percuteria).

A apresentação de hoje está entre as últimas antes de o grupo embarcar para São Paulo. “Em setembro, temos shows em Natal e Recife, e um workshop em Nova Olinda. Estamos fechando um show no Rio de Janeiro e depois seguimos para São Paulo”, conta Fabrício. “Vamos passar pelo menos um ano na capital paulista, garimpando shows, gravadoras, distribuidoras”, diz Pedro.

SERVIÇO

INVENTÁRIO DE SEGREDOS
O quê: Show da banda Breculê com poemas de Socorro Acioli
Quando: Hoje (15), às 20h
Onde: Theatro José de Alencar (Praça José de Alencar, s/n – Centro)
Quanto: R$15 (inteira) e R$7,50 (meia)
Outras info.: 3101 2583

Domitila Andrade
domitilaandrade@opovo.com.b

Fonte: O Povo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festival de Música da Ibiapaba vão até o fim de junho

Os profissionais de música e jovens a partir de 13 anos com experiência musical interessados em participar do 8º Festival de Música da Ibiapaba devem procurar os postos de inscrição até quinta-feira (30). Em Fortaleza, as inscrições podem ser feitas no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, que já disponibilizou AQUI a ficha de inscrição em seu site. O evento acontece no município de Viçosa do Ceará, interior do Estado, no período de 23 a 30 de julho.


No festival, serão realizadas mais de 50 oficinas para um público esperado de 1.200 participantes, entre músicos, educadores e estudiosos. Os inscritos poderão assistir às oficinas ministradas por professores universitários, produtores musicais e estudiosos de todo o país. Os núcleos pedagógicos das oficinas do evento são: musicalização, vocal, instrumental, estruturação e história, didática musical e projetos especiais.

No período de 18 a 21 de julho, o 8º Festival de Música também realiza os ‘Casulinhos’ – oficinas de iniciação musical para interessados de nove cidades do interior do Ceará: Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Ipú, São Benedito, Tianguá, Ubajara e Viçosa do Ceará.

Serviço:
Inscrição para o 8º Festival de Música da Ibiapaba
15 a 30 de junho
Espaço Mix do Centro Cultural de Dragão do Mar, em Fortaleza
9h às 12h; 13h às 18h e 9h às 12h aos sábados
Preço: de R$ 25 a R$ 30
Classificação indicativa: 13 anos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Redutos de jovens profissionais

Projetos, como a Banda Juvenil Dona Luíza Távora, do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, são referências na formação de instrumentistas no Estado 

A banda de música do Piamarta reúne futuros concertistas (SARA MAIA)

Andar pelos corredores do Centro de Formação de Instrumentistas do Sesi, na Barra do Ceará, é mergulhar em um mundo de sons desgovernados em busca do arranjo ideal. Um violino afina aqui, um violoncelo alteia a voz, naipes de sopro reúnem-se em banda. O projeto é uma das maiores referências na formação de instrumentistas em Fortaleza, com músicos egressos em orquestras do Brasil e do exterior, responsável ainda pela formação da maioria dos atuais músicos da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho.

À frente do projeto desde seu início, há 34 anos, o maestro cearense Vasquem Fermanian, 73, é o símbolo da persistência da música erudita no Ceará. Ex-aluno do iguatuense Eleazar de Carvalho, o maestro não esconde o orgulho dos músicos formados nesse tempo, incluindo seu neto, único músico brasileiro a integrar a Orquestra Sinfônica do Youtube.

“Nessas três décadas, nós já colocamos no mercado de trabalho, isso falando profissionalmente, mais de 300 jovens”, contabiliza, ressaltando que o projeto é direcionado às comunidades pobres e filhos de operários.

Hoje, a escola atende a cerca de 280 alunos, divididos em instrumentos de sopro e cordas, agrupados nas aulas da banda de música e da orquestra de câmara. Antes dos ensaios gerais, são eles que povoam o espaço com seus exercícios sonoros em salas de estudos divididas por instrumento. Portas de madeira pesadas escondem alguns dos futuros concertistas cearenses.

Não obstante os êxitos, o objetivo estabelecido na concepção do centro de formação ainda não foi alcançado: formar, na época, a primeira orquestra sinfônica do Norte/Nordeste. “O que aconteceu durante esse 34 anos é que essa verdade não aconteceu”, admite Vasquem.

“Isso tem que ser uma decisão política, uma determinação do Governo do Estado junto às instituições de educação, como a Universidade Federal do Ceará, a Unifor, a Uece, em parceria com as empresas e indústrias. Hoje no Brasil tudo funciona assim, tanto as orquestras sinfônicas quanto as filarmônicas”, argumenta o maestro.

Depois de inúmeras conversas com sucessivos governantes, ainda não existem indicativos de que esteja próximo o objetivo. O plano agora é formalizar a escola como curso técnico, informa Pablo Garcia, responsável pelo projeto, que ainda precisa contemplar exigências tais como o número de docentes com formações específicas em cada instrumento.

Piamarta e Guaiúba
A Banda Juvenil Dona Luíza Távora, do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, fundada em 1972, é um dos patrimônios da música do Ceará. Regida atualmente pelo maestro Costa Holanda, a banda de música do Piamarta é referência na formação de instrumentistas de sopro e já passou por Portugal, Espanha, França, Itália, Suíça, Alemanha e Áustria.

Outro projeto referencial na área, apesar de muito mais recente, é o Centro Educacional de Arte e Cultura Portal da Serra (Cearc), criado em 2005 e mantido pela Prefeitura Municipal de Guaiúba, hoje também um Ponto de Cultura que recebe financiamento do Ministério da Cultura.

“Nós criamos a primeira escola em tempo integral que envolve música, teatro dança e artes plásticas do Nordeste brasileiro como disciplinas de estudo obrigatórias”, ressalta Rodolf Forte, secretário de cultura de Guaiúba. Ele ainda chama a atenção para a articulação do Cearc com as outras escolas do município, que recebem aulas de músicas e outras linguagens com monitores em sua maioria formados no próprio centro. “Essa lei do ensino de música chegou atrasada lá”, orgulha-se. (Pedro Rocha)

Fonte: Jornal O Povo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Festival de Inverno da Serra da Meruoca divulgadas as canções classificadas

A coordenação do festival de música do VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca divulgou as canções classificadas para o evento, que acontece de 23 a 25 de junho

Isaac Cândido e Simone Guimarães são os compositores e cantores de Amor, no VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca


Num universo de 200 composições inscritas, foram selecionadas 20 canções, de concorrentes de várias cidades do Brasil. Além delas, foram contempladas dez na categoria Regional, de inscritos com residência em um dos municípios de região: Alcântaras, Cariré, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groairas, Hidrolândia, Irauçuba, Massapé, Meruoca, Moraújo, Mucambo, Pacujá, Pires Ferreira, Reriutaba, Santana do Acaraú, Senador Sá, Sobral e Varjota. Divulgado em todo o Brasil, o Festival chega à oitava edição com uma participação bem diversificada na área das inscrições.

Concorrentes de alguns estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, entre outros, inscreveram-se com várias canções. Barro, Crato, Juazeiro, Sobral, Caucaia, Canindé, Santa Quitéria, Massapê, Varjota, Aquiraz e Fortaleza foram as localidades que mais marcaram presença na quantidade de inscrições nos limites do estado do Ceará.

Os artistas classificados farão suas apresentações em duas eliminatórias na cidade serrana, nos dias 23 e 24 de junho. Nas duas noites de exibições serão classificadas dez canções, após avaliação de um júri técnico. A grande final acontece no dia 25, com registro para posterior lançamento de um CD ao vivo, a ser será distribuído entre os concorrentes, uma ação que acontece desde a primeira edição do certame. A disputa concede mais de 15mil reais em prêmios.

Objetivos
Segundo o coordenador geral do VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca, o cantor, compositor e músico Pingo de Fortaleza, "chegar a esse estágio de representatividade nacional e regional sempre foi um dos maiores objetivos desta mostra musical, propiciando, desta forma, o fortalecimento de uma rede de troca de informações e experiências entre artistas de diversas partes do Brasil".

Para o produtor executivo do evento, Arnóbio Santiago, a existência de parcerias é de importância fundamental para a realização da competição. "Desde 2006 o Banco do Nordeste do Brasil é um patrocinador importante do festival, através da Lei Rouanet. Seu apoio possibilita a continuidade do projeto, não permitindo que iniciativas culturais como esta possam se extinguir", conta.

Classificados
Além de concorrentes que são figuras carimbadas nos circuitos dos festivais, como os compositores cearenses Fernando Rosa e Jord Guedes, o VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca também resgata o violonista Wilson Cirino. Ele, que começou com o Pessoal do Ceará, retornou para Fortaleza, mas andava sumido. Foi classificado com "Recanto da serra", composição dele e de Haroldo Ribeiro.

Músicas e intérpretes

Selecionadas:
A flor e o espinho (Ivânia Catarina); Aconteceu (Grupo Bossambar); Amor (Isaac Cândido e Simone Guimarães); Assovio (José Ferreira); Cá em nós (Fernando Rosa); Eclipse (Mário Soul); Lendas brasileiras (Juliana Roza); Malfeito (Tavinho Limma); Na lua da minha estrada (Ermano Morais); O Grão (Cláudio Mendes); O Sonho (Ciço Lifrate); Presságio (Paulo Façanha); Quem dera (Laecio Beethoven); Quer carona? (Arma Sophia); Recanto da serra (Wilson Cirino); Silêncio e escuridão (Zebeto Correa); Simples arte (Caixa de Entrada); Traços (Jord Guedes); Vai e vem (Lupe Duailibe); Voz de atriz (Marcos Catarina); Cante o que eu sinto, poeta (Régis Brito); Capital da zona norte (Antônio Santana); Difícil esquecer (Itallo Mourão); Gangorra (Dulcivando Azevedo); Luzias (William Rodrigues); Noite de São João (Will Kpeli); O suor não escorre em vão (Daniel Vitório); Senhor da canoa (Tafarel Teixeira); Sinais dos tempos (Moacir Costa); Vida de verso (Kelly Brasil)

NELSON AUGUSTO
 REPÓRTER

MAIS INFORMAÇÕES
VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca. De 23 até 25 de junho, na cidade serrana cearense. Contato (85) 3226.1189

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Música-I Caldas Fest divulga lista de selecionados

Festival de música entra para o calendário de eventos do Cariri com o objetivo de contribuir para o fortalecimento do mercado musical no Estado do Ceará

O cantor e compositor David Duarte foi um dos selecionados para o festival Caldas Fest
FOTO: SILVANA TARELHO
A região do Cariri está se preparando para mais um evento ligado à cultura. Músicos do Ceará, Bahia, Goiás e Minas Gerais estão entre os selecionados para a mostra competitiva da primeira edição Caldas Fest. O Festival acontecerá de 11 a 14 de agosto no Balneário Termas do Caldas, em Barbalha. Foram selecionadas 20 canções inéditas e seus respectivos intérpretes, que vão concorrer ao título de Melhor Canção, premiando os três primeiros colocados, e, ainda, a Melhor Letra, o Melhor Intérprete e a Música de Aclamação Popular.

Tendo como tema "A Produção da Música Independente e as Transformações do Mercado Fonográfico", o Caldas Fest chega como um espaço para o debate da nova produção musical brasileira, reunindo músicos consagrados e novos talentos, além de contribuir para o fortalecimento do mercado musical no Ceará.

A realização é da J. A. Lima Produções, em parceria com a Prefeitura Municipal de Barbalha, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo.

Com acesso gratuito a toda a programação, o Festival acontece no Balneário Termas do Caldas, que é uma das raras estâncias hidrominerais do Nordeste.

O empreendimento ocupa uma área de 4.500 hectares e conta com fontes e piscinas naturais com temperatura de 26°C, águas minerais hipotermais consideradas as mais leves do País, e tem ainda piscinas, quadras, restaurantes e um hotel. É localizado no distrito de Caldas, na serra, a 20 quilômetros da sede do município de Barbalha, que fica próximo a Juazeiro do Norte (menos de 10 quilômetros) e a 525 quilômetros da Capital.

Escolhidos
Dentre os trabalhos selecionados para o festival, estão composições de artistas de Fortaleza, como é o caso do já consagrado cantor e compositor David Duarte, que participa com a canção "Tudo passará". Destaque também para "Meio a meio", de Chico Pio e Ricardo Kelmer, que será interpretada pelo próprio Chico Pio, e também "Jardim da flor", de Davi Silvino, "O carpinteiro e a lenda do violão", de Fernando Rosa, e "Estrada de Sol", de Caio Viana.

O Interior do Estado também conta com representantes. Eles vêm de cidades como Iguatu, Barbalha, Barro, Juazeiro do Norte e Crato. De fora do Ceará, virão artistas de Campo Formoso (BA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).


MAIS INFORMAÇÕES
Rumos Artes Visuais - inscrições até 26 de junho, pela internet (www.itaucultural.org.br/rumos), ou Correios. A última postagem deve ser até o dia 27 do mesmo mês para Av. Paulista, 149, Metrô Brigadeiro. Contato: (11) 2168.1776/ 1777

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fagner - Trajetória Artística

TALENTO EM FOKO entrevista RAiMUNDO FAGNER no estúdio Ararena.
O astro fala sobre a sua trajetória musical  e das parcerias que marcaram a sua carreira. O renomado artista cearense está a preparar as músicas de seu trabalho relativo aos seus 40 anos de carreira.
PS: A entrevista foi realizada em Maio de 2011 e postada em duas etapas.

Local: Estúdio Ararena - Fortaleza-CE-BR

Camera: Genecy Sombra

Report-edit-post: Klërton-Kekê
Contato: (85) 9943.4599

Apoio grafico-virtual: Revista Forró Show . com

sábado, 14 de maio de 2011

VI Semana de Educação Musical da UFC valoriza cultura cearense


Estão abertas inscrições para a VI Semana de Educação Musical (SEMU) da Universidade Federal do Ceará, que ocorre simultaneamente em Fortaleza e no Campus do Cariri, entre os dias 23 e 27 de maio. É a primeira vez que o evento ocorre descentralizado, com o objetivo de atingir um maior número de participantes.

A inscrição é grátis e, para efetuá-la, é preciso acessar o blog da VI SEMU, clicar no menu “Inscrições” e preencher o formulário disponível no endereço.

O tema desta edição é “Educação Musical: valorizando a cultura cearense”. Na programação, estão previstas mesas-redondas, oficinas, palestras, recitais e apresentações culturais. O evento será aberto às 8h30min do dia 23, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação, com recital do Grupo de Flautas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE).

Em seguida, ocorrerá a mesa-redonda “Educação Musical nas Escolas Estaduais”. Os convidados serão os professores Custódio Almeida, Pró-Reitor de Graduação; Izaíra Silvino e Luiz Botelho, do curso de Educação Musical; além de representante da Secretaria da Educação Básica do Estado do Ceará (Seduc).
Serão oferecidas oficinas de Arranjo, Flauta Transversal, Semiologia da Música, Leitura e Notação Rítmica, Prática Coletiva de Violão, Gaita, Princípios de Técnica Vocal e Fisiologia da Voz, Improvisação e Musicografia Braille. Todas serão realizadas de terça (24) a quinta-feira (26), de 10h às 12h, no bloco didático do curso de Educação Musical.

Dentre os palestrantes, o evento traz nomes como Cristiane Holanda (Seduc), Prof. Marco Túlio (Educação Musical – UFC) e Alan Mendonça (movimento Bora! Ceará Autoral Criativo). As apresentações musicais incluem grupos locais como Choro Acadêmico, Mestiço Trio e Realejo Viramundo. No encerramento, haverá show do Quinteto Agreste. Será conferido certificado de participação. 

Fonte: Yure de Abreu, do Centro Acadêmico Izaíra Silvino (Educação Musical – UFC) - (fone: 85 3366 922
Fonte: UFC

O maestro da paixão cearense

Com passagens pelas principais emissoras do País, ainda nos anos 1960, o maestro Mozart Brandão foi um marco na música cearense. Hoje, ele chegaria aos 90 anos


Maestro, orquestrador e regente, instrumentista de mão cheia e compositor. A figura plural que conjugava todos esses talentos era Mozart Brandão (1921 - 2006), pernambucano de nascimento e cearense por convicção. Nasceu há exatos 90 anos, em Recife. Aos quatro anos, teve seus primeiros contatos com instrumentos musicais em família. Em 1927, mudou-se para Fortaleza com os pais, o coronel João Batista de Sousa Brandão, flautista e arranjador, e Irene Galvão de Magalhães Brandão.

Aos 14 anos, Mozart já tocava piano no Educandário Santa Maria, no bairro Benfica, no Colégio Santa Cecília, e em outros estabelecimentos de ensino. Ainda sobrava tempo para atuar também como arranjador, compositor de modinhas, valsas para os teatrinhos e músico, em festinhas de escola e clubes tradicionais da cidade.

Durante a II Guerra Mundial, na primeira metade da década de 40, entrou para a PRE-9, a Ceará Rádio Clube que ficava no bairro Damas. Na emissora, foi regente de orquestra, ao lado do italiano Ercoli Vareta. Posteriormente, a PRE9 foi para o edifício Diogo, no Centro da cidade. Foi lá onde Mozart Brandão se tornou o maestro principal da casa. Formou também dupla, com Hélio Bastos, cantando em inglês no horário de meio-dia.

Odontologia
Em paralelo à música, Mozart Brandão estudou odontologia na Universidade Federal do Ceará, onde obteve o diploma em 1946. Numa passagem por Fortaleza em 1954, o maestro Villa-Lobos ficou encantado com o talento do então jovem compositor, arranjador e pianista. Convidou o novato para fazer um Curso de Especialização que ministrava no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro.

Na área da educação, Mozart Brandão foi professor e superintendente do Serviço de Canto Orfeônico do DGE (Departamento Geral de Educação de Fortaleza), de 1943 a 1946, na Gestão de José Bruno Teixeira. Atuou como regente e orquestrador nas rádios Tupi, Mayrink Veiga, Nacional, todas no Rio de Janeiro; Poti, em Natal; Borborema, em Campina Grande; PRI-4 Rádio Sociedade, de Salvador; e Rádio Cariri, no Crato.

Na televisão trabalhou na Tupi, Excelsior, TV Rio e TV Globo, todas no Rio de Janeiro. Fez parte da primeira equipe de regentes e orquestradores da Globo, ao lado de Lírio Panicalli, Radamés Gnatalli e outros grandes nomes, quando foi contratado em 1965.

Foi maestro do programa Flávio Cavalcante e se destacou no recital "Quando os Maestros se Encontram", de grande sucesso na década de 60. Grandes personalidades da MPB passaram pela orquestra de Mozart Brandão, como Ângela Maria, Elza Soares, Linda e Dircinha Batista, Dolores Duran, Leny Eversong, Nelson Gonçalves, Jamelão, seus compadres Carlos Galhardo e Antônio Maria, Tom Jobim, Nely Martins, Carmem Silva, Carmélia Alves, Ivan Cury, Nora Ney, Jorge Goulart, o cearense Carlos Augusto, Déo, Gilberto Milfont, Trio Nagô e Roberto Carlos, dentre outros.

Como maestro orquestrador e regente, gravou na Odeon, RCA Victor, Continental, Copacabana, Columbia, Philips, Chanteclair, Sinzer, Todamérica, Polygram e Polydor. Teve músicas registradas por grandes artistas como Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo, Carlos Augusto, Déo, Gilberto Milfont e Maurício Benevides, entre outros nomes da MPB.

NELSON AUGUSTOREPÓRTER

Fulô da Aurora

Os integrantes Fabiano de Cristo, Raphael Bruno e Guilherme Cunha falam sobre a banda, as influências musicais e o novo disco Querendo Tem

Redescobrir a tradição oral do Ceará. É isso que pretende a banda Fulô da Aurora com a composição de suas músicas. Reizados, maracatus, grupos de coco, todos esses “brinquedos” da cultura popular do Nordeste são de grande influência para o grupo, que já vem pesquisando a estética da música nordestina há um bom tempo.

É nesse espírito brincante do Ceará, dos Cocos de Praia, dos batuques dos Bois e Maracatus de Fortaleza, da literatura de cordel, das Bandas Cabaçais, que a Fulô da Aurora desenvolve as canções, buscando uma “poesia lúdica” e uma ressignicação da tradição popular. O grupo se formou em 2003, mas desde muito antes os integrantes já estavam envolvidos numa pesquisa e numa vivência com a música cearense.



Todos participaram do grupo percussivo Tambor de Caboclo, que tocava no bairro Benfica, de Fortaleza. A experiência musical que culminaria na banda Fulô da Aurora foi quando participaram do Brincantes Cordão do Caroá, programa de extensão da Faculdade de Educação da UFC. No momento, só faltava mais um integrante para completar a formação que segue até hoje. Em 2003 já se consagrava a Fulô da Aurora, que tocava em formação cabaçal em vários espaços públicos de Fortaleza, quando faziam rodas brincantes com pifes, zabumba, caixa e prato.

O grupo não parou e resolveu investir também na formação de palco, que conta com vário instrumentos e vozes, femininas e masculinas. São sete integrantes e mais que sete instrumentos. Cavaco, viola, rabeca, flauta transversal, e muita percussão compõem o som do grupo, que investe num trabalho de músicas autorais. O disco Querendo Tem, por enquanto disponível apenas na internet, revela as canções da Fulô da Aurora depois de um amadurecimento como grupo musical. O CD dessa vez conta com uma direção musical e a participação de outros artista cearenses, como Nego Célio e Babi Guedes.

Parceiros de trabalho, mestres da cultura popular, compositores cearenses, influenciam na produção da Fulô, que afirma com veemência a importância dos artistas nordestinos para a composição da obra da banda. O futuro? Aprimorar o trabalho e continuar redescobrindo a tradição musical do Ceará, seja na formação cabaçal, seja na formação de palco. O mais importante parece ser revelar a beleza das músicas brincantes do nosso estado.
O disco Qurendo Tem está disponível para download na página da banda Fulô da Aurora http://fulodaaurora.com.br/

A Fulô da Aurora é composta por:
Rodrigo Claudino: Cavaco, Viola Caipira e Voz
Fabiano de Cristo: Rabeca, Pife, Violão e Voz
Guilherme Cunha: Flauta Transversal, Pife, Violão e Voz
Raphael Bruno: Percussão
Samira Cardoso: Percussão e Voz
Lorena Chagas: Percussão e Voz
Juliana Roza: Percussão e Voz


quinta-feira, 12 de maio de 2011

O retorno do rei

Conhecido nos anos 60 como O Rei dos Bailes, o cearense Ed Lincoln tem parte de sua obra em discos relançada, pela primeira vez, em formato digital. Uma caixa especial, lançada pelo selo carioca Discobertas, reúne seis álbuns produzidos no auge da popularidade de seus piano e teclado sensacionais

Ed Lincoln: rei dos bailes e das tertúlias dos anos 60, o cearense é cultuado na Europa e por colecionadores da MPB
Antes do Pessoal do Ceará tomar a MPB de assalto nos anos 70, o Estado já tinha dado, ao País inteiro, mostra de seu talento para a música e para o sucesso de público. Mesmo que muita gente não saiba, e outro tanto sequer o conheça, o cearense Ed Lincoln garantiu há mais de 40 anos seu lugar no panteão da música brasileira, com seu teclado eclético, que convertia bossa, samba, jazz e música latina num ritmo dançante, fácil de ouvir, quase sempre temperado, suavemente, com samba.

Os discos lançados pelo compositor cearense, autor de "Ai que saudade dessa nega", "Amar é bom" e "Eu vou também (Menininha)", esta última feita com Orlann Divo, não fizeram sucesso no Brasil inteiro. "Em Fortaleza, os LPs de Ed Lincoln eram obrigatórios, tanto nas tertúlias das casas ´de famílias´, como nas festas dos clubes dançantes. Suas músicas também faziam parte do repertório dos conjuntos musicais da época", recorda o empresário Francisco Parente.

Na cidade que o viu nascer, Ed Lincoln emplacou sucessos como "O Ganso" e "É o Cid". Ainda hoje relembradas pelos antigos frequentadores dos "encontros musicais" que ocorriam na Capital nos anos 60. Atualmente, seu nome perdeu o apelo massivo, mas conquistou o público europeu (que vê nele um dos pioneiros da música eletrônica) e por colecionadores, como o músico Ed Motta.

Nascido em Fortaleza, em 31 de maio de 1932, Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia partiu cedo da cidade. Trabalhou na imprensa local, como repórter e revisor, mas, aos 19 anos, já estava morando na Cidade Maravilhosa. Radicado no Rio de Janeiro desde 1951, ele começou sua carreira tocando baixo no conjunto do famoso cantor Dick Farney. A partir da segunda metade dos anos 50, ele troca de armas: assume de vez o piano e um então moderno órgão, comandando o seu próprio grupo e tocando na noite carioca.

Vem do sucesso desta época a inspiração para o título de um box recém-lançado, compilando seis álbuns do cearense, lançados no auge de seu sucesso, na primeira metade dos anos 60. Produzido pelo jornalista e pesquisador Marcelo Fróes, "O Rei dos Bailes - Ed Lincoln" traz ao mundo digital os antológicos LPs "Órgão Espetacular" (1960), "Seu Piano e seu Órgão Espetacular" (1961), "Álbum Nº 2" (1962), "Piano e Órgão Espetacular" (1963), "A Volta" (1964) e "Ed Lincoln" (1966). Os discos foram lançados originalmente pela Musidisc, gravadora nacional reconhecida pelo alto padrão de suas gravações, enquanto os CDs ficam por conta do selo Discobertas, de Fróes.

Caixa com os seis primeiros álbuns do artista remasterizados
Sofisticação
Especialista em reedições de clássicos da MPB, Marcelo Fróes não esconde a admiração pelo trabalho do cearense. "Acho sensacional o som dele. Ed Lincoln foi um cara que conseguiu trazer a sofisticação da era do Jazz e da Bossa Nova pra os bailes populares", sintetiza o pesquisador.

Lincoln não era o único a pilotar piano e teclados pensando no grande público. Entre os anos 50 e 60, não faltavam na noite carioca quem o fizesse, mas logo muitos passaram a imitá-lo. Quem chega mais próximo de seu talento e influência é Lafayette, tecladista preferido das estrelas da Jovem Guarda.

Resgate
Marcelo Fróes diz como iniciou o projeto: "Através de um amigo em comum, o colecionador Claudio Fragnan, soube da disposição do Ed Lincoln de, finalmente, autorizar a reedição de sua discografia em CD. Sua relação com a Musidisc sempre foi uma lenda. Estes discos estavam fora de catálogo há mais de 40 anos".

Para relançar os discos, o selo Discobertas também tinha de ter a autorização da detentora dos fonogramas originais. "O pessoal da Musidisc foi ótimo, Nilo Sérgio, principalmente, além do Marcelo Sabóia, engenheiro de som, que é filho de Ed Lincoln e fez um belo lobby doméstico", revela Fróes.

Os registros em discos da Musidisc são elogiados até hoje pela qualidade técnica. Os álbuns de "O Rei dos Bailes" foram remasterizados das fitas originais estereofônicas, obedecendo toda a sonoridade das matrizes, resgatando assim uma etapa importante da história de MPB. Mas, se sobra qualidade, falta informação. A ficha técnica dos discos relançados de Ed Lincoln guardam mistérios e, por consequência, gera muitas lendas. Muitos vocalistas que participaram das gravações não são creditados e não conseguiram ser identificados pelo pesquisador Marcelo Fróes. "Sabemos que Pedrinho Rodrigues, Orlann Divo, Sylvio César, Nilo Sérgio e muitos outros passavam pelos estúdios da Musidisc na mesma época", conta.

O produtor comemora a receptividade da primeira edição da caixa. "Tem sido extraordinária! Mal tinha chegado às lojas daqui e já aparecia na pré-venda do site da Tower Records, no Japão. Acredito que a caixa vá ter uma boa saída e, a julgar pelo espaço da mídia e entusiasmo do público, acredito que essa reedição já possa ser considerada um sucesso".

Reprodução fiel
A luxuosa edição de "O Rei dos Bailes - Ed Lincoln" resgata também o aspecto gráfico das edições originais, reproduzindo fielmente as capas, contracapas, encartes, textos, ilustrações, fichas técnicas e selos de suas matrizes. A reedição vai ao encontro de uma demanda pelas raridades do músico cearense, disputadas em sebos de discos de vinis por colecionadores e historiadores da MPB. "Já vi um título dele em CD pirata, feito na Rússia, com áudio extraído de vinil. É claro que esses 40 anos de material fora de catálogo não impediram que cópias em CD-R circulassem entre fãs e que, hoje, parte de sua obra esteja espalhada em MP3 pela internet. Mesmo assim, esse box irá agradar muita gente", avalia Fróes.

O produtor adianta a Discobertas deve lançar mais material de Ed Lincoln. Os próximos a sair devem ser os discos gravados na segunda metade da década de 60 e nos anos 70, assinados com o nome do músico. Paralelamente a seu trabalho autoral, o cearense gravou com pseudônimos, como Pierre Kolman e Bob Fleming, em discos de grupos como Os Violinos Mágicos e Orquestra Românticos de Cuba, também do catálogo da Musidisc. Fróes não descarta trabalhar, no futuro, com esta parte do vasto e valioso baú do rei dos bailes do Brasil.

REEDIÇÃO
O Rei dos Bailes
Ed LincolnDiscobertas, 2011, 6 CDs, r$ 99
Caixa com os seis primeiros álbuns do artista remasterizados. Textos de apresentação do pesquisador Marcelo Fróes

NELSON AUGUSTO
REPÓRTER

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Artista Cearense Iran Bz - 17 anos de estrada

Num país de tantos modos de vida, formas de expressão e identidades, o que esperar de um compositor brasileiro senão uma miscigenação harmônica, melódica e poética? Hoje, já não se pensa mais numa única identidade como quis a tradição, mas, sim, em várias identidades, como maneira de pensar e agir.

 Foto: Divulgação
 Esse foi o caminho multifacetado percorrido pelo artista cearense Iran Bz durante 17 anos de estrada. Cada faixa assinada, em seu álbum de estréia, traz uma personalidade distinta, um “eu” que fala e que transborda o tempo ordinário dando ritmo exato àqueles instantes pincelados pelo autor.

Destaque nos festivais por aí afora, Iran Bz comenta sobre seu estilo amalgâmico: “Definições são sempre superficiais... não gosto de rótulos, minha música não pode ser rotulada, por ser extração de uma vida cheia de idas e vindas, com muitos motes, muitos motivos diferentes, muitos ritmos..”.
A pluralidade de suas canções dialoga com a vasta dimensão territorial de nossa história, como Maracatu, Moda de viola, Samba, Funk, Rock, dentre outras modalidades da música popular brasileira.

A novidade está justamente em fazer nos lembrar de toda a multiplicidade da nossa cultura nacional...

“Quando se pensa em algo universal, logo nos remetemos a linguagem essencial e plural. A arte deve ser tratada como algo ilimitado, um quarto sem paredes, com vista para tudo que a imaginação possa criar”

Nesse pensamento Iran Bz traduz parte de sua essência, também explicitada no seu trabalho musical. O seu primeiro CD, intitulado “Traços de Meu Canto”, traz em onze faixas, um pouco da sua história e sua influência adquirida nesses 27 anos de comunhão com a arte.

“Tudo que percebo como algo feito com verdade, me comove e influencia...”

Umas das características marcantes de “Traços de meu Canto” é a percepção fácil da “verdade” com a qual Iran compõe e interpreta suas canções:

Faixa 01 – Traços de Meu Canto – premiada canção que fala de suas raízes para o mundo.
Faixa 02 – Aquele Verão – Canção inspirada na sua primeira viagem ao sudeste.
Faixa 03 – Menina do Maracatu – Homenagem à Rainha do Maracatu Nação Fortaleza, com a participação belíssima do Paulista Zezo Ribeiro, gravado parte na Espanha e parte em São Paulo.
Faixa 04 – Se Não For Amor – Mistura de ritmos e letra fascinante.
Faixa 05 – Samba Jazz – outro grande sucesso. Com a participação especial do guitarrista carioca Carlo Filipe e Cantora Thais Macedo. Uma nova concepção.
Faixa 06 – Diferente – Bela canção de Evaristo Filho e Edmar Gonçalves
Faixa 07 – Enquanto Toco no Cais – Composição feita no Rio De Janeiro em 1997...pura sensibilidade.
Faixa 08 – Ser Zen – outra grande participação especial... o grupo Vitrola Digital, música alternativa de boa qualidade e letra alucinógena. Parceria de Iran Bz com Cunha Nobre.
Faixa 09 – Paixões de Divã – Um dos grandes hits do cd. O Autor cede parceria aos amigos Roney Filho e Jerusa Gomes.
Faixa 10 – É loucura – Iran em “voz e violão”...parceria com sua amiga Socorro Cavalcante.
Faixa 11 – Iracema / E o juízo? – uma canção de amor a sua terra natal...Fortaleza.

1998 – Participou do primeiro Recital de Música Popular do Conservatório Alberto Nepomuceno cantando no coral, acompanhando vários cantores ao violão e ainda com sua banda em parceria com Cristina Malagueta.
2007 – 1º Festival Nacional de Musica de Rio das Ostras - RJ - 5º Festival de Música Brasileira de Macaé – RJ

- Show no Espaço Mix – Petrobras – RJ
- Show no Flagra Pub – RJ
2008 – Finalista do 2º Festival Nacional de Música de Rio das Ostras – RJ
- 3º Lugar no 6º Festival de Música Brasileira de Macaé – RJ
2009 - Abriu o 39º Festival Nacional da Canção – MG
2010 - Lançamento do cd “Traços de Meu Canto” no Teatro José de Alencar, participando das festividades do centenário do maior palco do Ceará.
- Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras
- Show no Teatro Municipal de Rio das Ostras
- Show no Teatro do Sesi – Macaé – RJ – Circuito Cultural

As composições de Iran Bz são o reflexo de sua personalidade. Nelas, o artista se expõe e manifesta toda sua raiz brasileira, que é caracterizada por muita paixão. Paixão pelo nordeste, sua praia primeira; paixão pela música, sua essência; paixão pela verdade, sua prática de vida; paixão por ser simplesmente Iran Bz.

“Quem conhece seu trabalho sabe que suas canções são expressões vivas de seus sentimentos, pensamentos e crenças e não o resultado de uma produção milimetricamente arquitetada para cair no gosto popular, o que acaba acontecendo, não por projeção, mas como resultado de uma alma que não tem medo de falar através de notas musicais, ritmos e letras, de seus anseios, de suas verdades, de suas raízes. Cada uma de suas composições tem uma história, que o artista sabe bem contar. Histórias essas que fazem parte de sua vida, de suas crises, de seus amores, de suas dores...”
(Ariane Albuquerque – musica)

“gostei muito da tua música. Muito bom teu trabalho, fiquei com vontade de ouvir mais.”
(Cardo Peixoto – compositor, músico)

“O tapete vermelho está estendido para o Iran, tem muita verdade em tudo o que faz...Menina do Maracatu foi um presente pra mim, por ter participado dessa linda canção.”
(Zezo Ribeiro – violonista)

Grupo ou Sozinho: 6 pessoas no grupo

Moradores de Rio das Ostras - Rio de Janeiro

sábado, 7 de maio de 2011

Coletivo musical cearense

Jotabê faz, hoje, mais um show do CD "De Samba e Choro", no Iate Clube, com os cantores cearenses Eudes Fraga, Evaldo Gouveia, Marcus Caffé e Paulo Façanha
Jotabê já realizou outros shows para divulgar as canções do disco "De Samba e Choro"
Acontece, hoje, no Iate Clube de Fortaleza, a partir das 21 horas, mais um lançamento do CD do cantor e compositor cearense Jotabê, "De Samba e Choro". O evento é o terceiro do gênero e é o primeiro deles apenas com artistas cearenses, Evaldo Gouveia, Marcus Caffé, Paulo Façanha e Eudes Fraga, depois de três edições semelhantes acontecidas no Theatro José de Alencar, Centro Cultural Oboé, e, em São Luiz, no tradicional teatro Arthur de Azevedo. Jotabê e os cantores convidados serão acompanhados por experientes instrumentistas da cena, em Fortaleza. São eles: Tarcísio Sardinha (violão 7 cordas), Tito Freitas (piano elétrico), Giltácio Santos (flauta e clarinete), Luiz José (cavaquinho), Hoto Júnior (percussão), Igor Caracas (percussão) e Fernando do Pandeiro (percussão).

No palco, os intérpretes cantarão algumas músicas do terceiro disco de Jotabê e dois de seus sucessos, com exceção do compositor Evaldo Gouveia, que, por conta do seu repertório de clássicos na MPB, terá direito, inicialmente a três canções. Como o autor de "Sentimental demais" sempre recebe pedidos, certamente terá mais espaço.

MAIS INFORMAÇÕES
Lançamento do disco "De Samba e Choro", hoje, 21 h, no Iate Clube. Mesas: R$ 100,00 (4 lugares). Contato: (85) 3263.1744

NELSON AUGUSTO
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

domingo, 1 de maio de 2011

O ofício das cordas

Por conta de uma enfermidade, depois de quatro décadas de ensino dedicados ao Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, o professor cearense José Mário de Araújo encerra suas atividades como profissional. O seu legado é lembrado por alunos e amigos, que enaltecem as qualidades do mestre, na sua área de atuação no magistério e na pesquisa do violão

Por problemas de saúde, o mestre violonista José Mário de Araújo deixa as salas de aula. Foram 40 anos lecionando e pesquisando o instrumento que é parte de sua vida: o violão
Depois de 40 anos de atividades como professor regente da cadeira de Violão Clássico, do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, José Mário de Araújo, por motivos de saúde, deixa de lecionar no conceituado espaço da cultura cearense. Vários solistas de diferentes gerações, em Fortaleza, começaram a dedilhar seus instrumentos e aperfeiçoar suas técnicas de execução através dos ensinamentos repassados pelo mestre José Mário.

Entre eles, Marcos Maia, Paulo Góis, Manoel Guerreiro, David Calandrine, Cláudio Mesquita e Marco Túlio. Dois outros profissionais do ramo que também são destaque no cenário musical, mas não estudaram com o violonista, também atestam a importância dos seus ensinamentos e pesquisas na área do instrumento, Nonato Luiz e Tarcísio Sardinha.

Além do ofício de repassar seus ensinamentos, a atual diretora do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, professora Mirian Carlos Moreira de Souza, lembra da importância das atividades de José Mário de Araújo como pesquisador e divulgador do instrumento, com as publicações de alguns volumes da série sobre a Preservação da Cultura Violonística do Estado do Ceará.

Livro de canções
A primeira edição da obra impressa, foi lançada pela então Imprensa Oficial do Ceará, IOCE, em 1986, dedicada para as valsas e choros. Nela, o estudioso resgatou para a pauta, 14 partituras de composições de sua autoria e de outros autores alencarinos, como Pedro Ventura, Miranda Golignac, Francisco Soares, Luís Nóbrega, Zivaldo Maia e Euclides Lemos, este último carioca, mas, muito ligado ao Ceará e também amigo dos outros instrumentistas incluídos no livro.

No prefácio do livro Preservação da Cultura Violonística do Ceará I, José Mário de Araújo escreveu suas considerações sobre sua missão: "Existe na Literatura Musical Violonística, uma considerável escassez de obras feitas originalmente para esse belíssimo, exuberante e mágico instrumento - o violão. Pensando nisso e sentindo essa iniquidade, foi que decidi fazer esta pesquisa de preservação para evitar que músicas como estas, verdadeiras obras primas, desapareçam no tempo".

Dificuldades
José Mário acrescentou no prefácio seus argumentos e a importância da publicização da grafia escrita e dedilhados das obras, dizendo que "pelo total desconhecimento da sua intelectualidade musical e por não saber sequer escrever partituras, esses compositores iriam permanecer no anonimato e igual destino teriam suas composições, não fossem a tenacidade, a garra, o desprendimento do lazer, a renúncia da família e a dedicação integral dessa jornada a que me propus, para salvar esse importante acervo".

Quando se refere aos obstáculos para colher o material de sua pesquisa, o professor também relata sua paciência para obter o produto final: "Vale salientar o esforço e as dificuldades que o pesquisador enfrenta num trabalho desse gênero, onde tem de usar toda sua habilidade, destreza e conhecimento para conseguir realizar a contento aquilo a que se propôs. A maioria desses compositores desconhece qualquer teoria musical, o que faz que o trabalho seja árduo e moroso, obrigando o pesquisador, pela necessidade de uma convivência com o compositor, dedicar muitas horas ao seu lado, para sentir bem a métrica, e a maneira de apreciar sua música e só daí passar a escrevê-la".

Ao terminar sua catalogação, seleção e publicação de Preservação da Cultura Violonística do Ceará I, José Mário dá o parecer sobre o livro. "Depois dessa longa e trabalhosa pesquisa, torno realidade este anseio de fazer justiça ao violão, instrumento que, apesar de aparentemente não demonstrar a sua extraordinária capacidade timbrística, melódica e harmônica, é capaz de produzir através de sua complexidade, os mais surpreendentes efeitos na execução de uma partitura. Também a esses inspirados compositores, graças a atenção, compreensão e apoio de muitos amigos, com a publicação da primeira etapa desta pesquisa", escreveu.

NELSON AUGUSTO

REPÓRTER

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Professor, violonista e pesquisador
Conhecemos o Professor José Mário desde que começamos a estudar no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno. De imediato, chamou-nos a atenção a seriedade com que encarava o magistério. Chegava sempre antes das aulas iniciarem e detinha-se longo tempo após seus términos.

Sempre havia algum detalhe a ser aprofundado, um problema estilístico a ser esclarecido. Como intérprete, conhecia a vasta literatura violonística e valorizava sobremaneira os compositores nacionais e, em especial, os cearenses.

Em todos os seus recitais, lá estavam os brasileiros ocupando lugar de igual importância aos compositores de outras terras.

A dificuldade de encontrar peças de outros autores do Ceará incentivou-o a longa e minuciosa pesquisa sobre os compositores de nossa terra. Não fosse sua determinação valioso acervo violonístico estaria irremediavelmente perdido.

José Mário como pessoa é de uma convivência tão harmoniosa quanto sua vida. Fala mansa, gestos simples, sorriso tímido, vestir elegante, atributos que sempre elevaram seu conceito e bem querer entre seus alunos e o respeito e admiração de seus colegas.

Com certeza, os que passaram pela sua sala de aula são privilegiados e os que não viveram esta experiência feliz ouvirão sempre falar de um mestre que, durante mais de 40 anos, engrandeceu o universo artístico cultural de nossa terra.

Mirian Carlos Moreira de Souza

Diretora do CMAN

Música e identidade

As inscrições para o VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca estão abertas e seguem até 27 de maio. A mostra competitiva de música acontecerá entre 23 e 25 de junho, na cidade serrana

Em sua oitava edição,o Festivalde Inverno da Meruoca guarda momentos inesquecíveis. Entre eles, o show visceral, sagrado e profano da banda Zabumbeiros Cariris, no ano de 2007
Atenção compositores e intérpretes interessados em participar da 8ª edição do Festival de Inverno da Serra da Meruoca! As inscrições para a mostra competitiva de música do Ceará estão abertas desde a segunda quinzena de abril e seguem até dia 27 de maio. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos endereços: http://www.meruoca.ce.gov.br, http://ong-solar.blogsport.comhttp://www.tembiu.pro.br, http://www.nelsons.com.br.

Consolidado como um dos mais significativos eventos musicais do Ceará, e figurando com destaque pelo circuito de festivais de compositores do País, o encontro realizado na Meruoca também é reconhecido na cena cultural como espaço democrático e oportuno para mostrar produções autorais.

Esse ano, o VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca acontecerá dias 23, 24 e 25 de junho, e oferecerá duas modalidades de participação aos concorrentes. A primeira, Categoria Regional, é destinada a músicos e cantores residentes nas cidades da Macro-Região do Vale do Acaraú, a saber: Alcântaras, Cariré, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groaíras, Hidrolândia, Irauçuba, Massapé, Meruoca, Moraújo, Mucambo, Pacujá, Pires Ferreira, Reriutaba, Santana do Acaraú, Senador Sá, Sobral e Varjota. A segunda é a Categoria Geral, onde artistas de todos os estados do Brasil podem inscrever seus trabalhos musicais.

Como nos anos anteriores, o Festival de Inverno da Meruoca realizará a gravação de CD ao vivo da final da competição, e premiará aos vencedores da Categoria Geral com R$ 5 mil para o primeiro lugar; R$ 3,5 mil para segundo colocado; R$ 2 mil para o terceiro; R$ 1,5 mil para a Música de Aclamação Popular; R$ 1 mil para Melhor Intérprete; e R$ 500 para Melhor Letra. Além da premiação em dinheiro, todos os contemplados da Categoria Geral receberão troféu temático, criado pelo artista plástico Marildo Maciel. Na Categoria Regional, apenas os dois primeiros lugares serão premiados, com R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente.

O produtor executivo da mostra competitiva, Arnóbio Santiago, disse que, a cada ano, artistas de mais estados do País se interessam pelo encontro realizado no interior do Ceará. "A Serra da Meruoca é especial por ela mesma. O clima ameno, o encontro de bons músicos, o reencontro com amigos, tudo isso gera um grande movimento, inclusive entre moradores locais, distritos e municípios vizinhos. A cada edição, a integração entre poetas, compositores e intérpretes fica mais afinada. Já recebemos inscrições de estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina. São três dias de muita música e alegria", diz Santiago.

O carioca Jorge Vercillo será uma das atrações deste ano, além de Dona Leda, Groovytown, Tribo de Jah e Degrau
De acordo com informações da Secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Juventude do município de Meruoca, Ana Carina Oliveira, estão confirmados alguns nomes das atrações principais. Este ano, vão subir a serra Jorge Vercillo, Tribo de Jah, Dona Leda, David Duarte, Pingo de Fortaleza, Banda Degrau, Cabra da Pest e Groovytown.

"Estamos trabalhando na organização das oficinas de música e artesanato que acontecerão durante o Festival da Meruoca. Nossa expectativa é que, esse ano, mais de trinta mil pessoas visitem nossa cidade nos três dias de encontro", enfatiza Ana Carina Oliveira.

As inscrições para a Categoria Geral podem ser feitas através dos Correios, com encaminhamento para Associação Cultural Solidariedade e Arte (SOLAR), localizada na Avenida da Universidade, 2333, Bairro Benfica, Fortaleza - CE, CEP 60.020-180. Os interessados em inscrever-se na Categoria Regional devem encaminhar seu material para o Sesc Sobral, na rua Boulevard João Barbosa, 902, Bairro Centro, Sobral - CE, CEP 62.010-190. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos seguintes sites e blogs: http://www.meruoca.ce.gov.br, http://ong-solar.blogsport.com, http://www.tembiu.pro.br, http://www.nelsons.com.br.

Para o coordenador geral do Festival Competitivo de Música, o cantor e compositor Pingo de Fortaleza, a continuidade é uma das maiores virtudes desse encontro artístico.

"Temos conseguido manter uma regularidade, esse é um dos motivos de nosso Festival estar consolidado no calendário nacional. Continuidade é fundamental para a formação musical, tanto de músicos advindos de outros lugares, quanto da população local", avalia o músico.

As inscrições feitas pelos correios devem ser enviadas para o endereço correspondente à categoria escolhida na ficha de inscrição, e postadas até 27 de maio de 2011.

Cada autor ou grupo pode inscrever até duas músicas, mediante pagamento de taxa de inscrição no valor de R$ 20,00, para Categoria Regional, e R$ 25,00, para Categoria Geral, por música inscrita.

MAIS INFORMAÇÕES
Inscrições para o VIII Festival de Inverno da Serra da Meruoca até 27 de maio. Regulamento e ficha de inscrição disponíveis no http://www.meruoca.ce.gov.br, http://ong-solar.blogsport.com, http://www.tembiu.pro.br, http://www.nelsons.com.br.

Contato: (85) 3226. 1189

NATERCIA ROCHA

REPÓRTER

terça-feira, 26 de abril de 2011

O romantismo de Os Nonatos

Em única apresentação em Fortaleza, a dupla de cantores "Os Nonatos" apresenta, amanhã, às 21 horas, no Theatro José de Alencar (TJA), suas canções românticas acompanhados por banda própria. O show acústico promete emocionar o público cearense.


Os Nonatos conquistaram um público diverso com o romantismo e a sensibilidade de suas composições. A dupla também vai se apresentar em Quixadá

Românticos incontestáveis, Nonato Neto, paraibano de Cachoeira dos Índios, e Nonato Costa, cearense de Santana do Acaraú, juntos, formam a dupla musical Os Nonatos, cuja poesia une diversidade musical e muito romantismo. Os dois se conheceram durante uma disputa de cantoria e a afinidade foi tamanha que nunca mais se separaram.

Desde 1994, a dupla de músicos não comparecia em terras cearenses, mas, a partir de amanhã, eles estarão de volta, com duas apresentações. A primeira delas, acontecerá no Theatro José de Alencar (TJA), às 21 horas. Já a segunda, prevista para a quinta-feira, terá como palco o espaço da AABB, na cidade de Quixadá, Interior do Ceará.

Show
Conforme Nonato Costa, a dupla iniciou a carreira como poetas cantadores. "Durante 10 anos, nós nos dedicamos ao repente, mas, naturalmente, passamos por um processo de transição e agora seguimos uma linha mais romântica. Claro, que tem muita gente que nos pede para cantar alguns repentes, e nós atendemos a todos com muito gosto", diz.

Na apresentação de amanhã no TJA, a dupla vai realizar um show acústico, com violão e acordeom. No repertório, 20 músicas de autoria da dupla, com destaque para os sucessos: "Mudar pra que?"; "Ponto final"; "Um nós por dois eus"; "Casa de campo", entre outros.

Com suas canções, Os Nonatos vêm conquistando público diversos, ressoando nos mais diferentes ambientes culturais. Além de Jackson Antunes, Flávio José, Vicente Nery, Sirano e Sirino, Amazan, Tom Oliveira, Valdonys e mais de 35 bandas já interpretaram suas músicas, a exemplo de Mastruz com Leite, Cheiro de Menina, Aviões do Forró, Solteirões, Caviar com Rapadura, Saia Rodada, Cavalheiros do Forró, Garota Safada, Forró do Muído. Só neste ano, entre as suas músicas mais tocadas nas rádios estão: "Sem céu e sem chão"; "Um nós por dois eus"; e "Encontrei em você".

A dupla tem como admiradores de suas canções, os humoristas cearenses Chico Anysio e Tom Cavalcante e o arquiteto Oscar Niemeyer, que ganhou uma música em sua homenagem. "Se Deus fosse fazer outro planeta/ Niemeyer seria o arquiteto", diz o refrão do repente de Os Nonatos.

MAIS INFORMAÇÕESEspetáculo "Os Nonatos" - Show acústico, amanhã às 21 horas, no Theatro José de Alencar. Ingressos: R$ 30,00 (inteira) - R$ 15,00 (meia).

Fonte: Diário do Nordeste